Dilma, os caças da FAB e uma lição sobre o motor a álcool

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Em recente reportagem sobre o eterno problema da compra dos novos caças supersônicos para a Força Aérea Brasileira, o jornalista Roberto Godoy, do Estadão – o maior especialista em assuntos militares da imprensa brasileira – contou, entre vários detalhes preciosos, sobre o interesse especial da presidente Dilma no radar digital multimodo (que pode simultaneamente rastrear e orientar o piloto de caça sobre alvos no ar e em terra) que equipa os F/A 18 Super Hornet da empresa americana Boeing.

Além disso, “a presidente surpreendeu os técnicos [com quem conversou sobre o assunto] ao querer saber como um projeto original dos anos 70, caso do F/A 18 de primeira geração, pode incorporar recursos stealth, para tornar a aeronave furtiva ante a detecção por radares. De acordo com um assessor presente na reunião, os militares ficaram surpresos com o elevado grau de informação de Dilma”.

Se soubessem mais a respeito da pres idente, talvez não se surpreendessem. A presidente, dizem colaboradores próximos, não se sente bem quando não acha que domina suficientemente determinado assunto que passa por sua mesa, mesmo que o problema esteja entregue a gente de sua confiança.

Quando na chefia da Casa Civil de Lula, Dilma precisou aprofundar-se num dos muitos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sob sua coordenação – o relativo à indústria sucroalcooleira (açúcar e álcool).

Dilma chegou a solicitar ao então ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge – ex-vice-presidente da Volkswagen – que lhe desse uma aula sobre o funcionamento de um motor a explosão movido a álcool.

A conversa durou mais de uma hora, com Miguel Jorge desenhando graficamente detalhes do motor e a ministra fazendo perguntas e anotando.

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