Desafio do setor é se posicionar diante possível excesso de produção de açúcar, alerta especialista

Matheus Kfouri Marino, especialista em estratégia empresarial, doutor em administração pela FEA-USP e mestre em engenharia de produção pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), avalia que o setor sucroenergético tem dois desafios pela frente.

O primeiro dos desafios, vigente, é a retomada da produtividade.

“É a única cultura no Brasil que vivenciamos uma queda na produtividade nos últimos dez anos, e isso tem diversos motivos: mecanização da atividade, redução de tratos culturais, em função da dificuldade financeira do setor, entre outros”, aponta Marino em relato distribuído pela assessoria do Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran).

Marino fará palestra durante a 58ª Exposição Agropecuária de Araçatuba, também conhecida como Expô, em 14/07 no município do interior paulista. O evento será realizado entre os dias 7 a 16 de julho.

Conforme Marino, um segundo desafio para o setor sucroenergético “é como se posicionar num cenário onde a escassez de açúcar no mercado global durou apenas duas safras, e na atual, houve previsões e que provavelmente no futuro, haverá estabilidade de oferta e demanda, ou seja, até excesso de produção.”

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