Derivados do petróleo surpreendem e recuam

Ironicamente, mesmo com as cotações do petróleo em plena escalada, a produção de combustíveis, no Brasil, derrubou o IGP-M em agosto. No atacado, derivados de petróleo e lubricantes ficaram 0,88% mais baratos neste mês, ante um aumento de 1,97% dos preços em julho. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi o comportamento do óleo combustível que pesou neste grupo, com uma pequena defasagem entre os preços externos e internos.

“Gasolina e óleo diesel não se mexem”, pondera Salomão Quadros, da FGV. Para se ter uma idéia da diferença da política de preços entre os combustíveis, o óleo combustível e o querosene de aviação, acumulam aumento de 15% no ano, enquanto o óleo diesel está apenas 2,23% mais caro, alheio à disparada das cotações internacionais. A Petrobras reajusta combustíveis periodicamente mas exclui diesel e gasolina, com peso expressivo no bolso do consumidor final, dos ajustes automáticos.

Foi o ferro gusa, com queda de 12,10%, o item que mais contribuiu para reduzir a média de preços no atacado.As vendas de usinas siderúrgicas, abaladas pelos estoques em excesso, mostram aço e afins 2,76% mais baratos. Trata-se da maior queda dos últimos onze anos, desde o início do Plano Real. O coordenador do Centro de Estudos de Preços da FGV, Salomão Quadros, destaca o peso de 9% do grupo no IPA.

Surpreendeu também a queda de preços das carnes bovinas, que já eram , segundo Salomão, para estar mais caras desde julho. “Mas fatores imprevistos fizeram os preços caírem ainda mais em agosto”, disse.

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