CTC já detém tecnologia da cana transgênica

O Centro de Tecnologia Canavieira desenvolve no laboratório, em Piracicaba, a cana transgênica, a partir de células tronco da planta.

No laboratório de biotecnologia além da cana transgênica o trabalho é direcionado para os chamados marcadores moleculares.

A pesquisa desenvolvida lá tem cinco pontos mais importantes. São buscadas exemplares de cana resistentes a insetos, que tenham mais teor de açúcar, maiore produtividade, tolerancia à seca, e tolerância à herbicidas. Cada um desses tópicos é um projeto científico diferente. “Fazemos q transformação da cana, a partir do que nos é solicitado, se uma cana com mais açúcar, ou uma cana resistente à seca, etcc….”, afirma Sabrina Chabregas, pesquisadora do laboratório.

Este trabalho, no entanto, é precedido por aquele desenvolvido na chamada Biofábrica, uma verdadeira indústria de mudas de cana de açúcar. Segundo expl ica o pesquisador Marcos Casagrande, lá são produzidas 1 milhão de mudas de cana por ano. “Mas é um processo que demora 10 meses a partir das células tronco”, afirma ele. São utilizados equipamentos muito sofisticados, como o bioreator de imersão temporal, onde a célula tronco é colocada em uma solução que lhe garante a permanência a vida e seu desenvolvimento. Depois essa muda segue para uma estufa onde permanece mais dois meses e posteriormente para o pátio de rustificação, por mais dois meses, ganhando então condições para ser colocada no meio ambiente e sujeita as influencias do ar e do clima.

O CTC também desenvolve projetos especiais, alguns em parceria, como no setor de transporte. Nessa área um dos equipamentos que chama a atenção é uma máquina plantadora de toletes de cana, de duas linhas, capaz de sulcar, adubar, distribuir os toletes, aplicar defensivos e fazer a cobertura das linhas de plantio. Tudo em apenas uma operação, com rendimento de 1 hectare/hora.

Também uma maquina de enfardamento da palha remanescente no campo, após a colheita. A palha é enfardada e depois utilizada como combustível nas caldeiras das usinas, conjuntamente com o bagaço, garantindo o aumento da geração de energia pelas indústrias.

Correio do Estado.

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