Cresce mecanização da colheita da cana em SP

Lançado em junho de 2007 pelas secretarias de Agricultura e Meio Ambiente de São Paulo e pela Unica (entidade que representa usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul do país), o Protocolo Agroambiental da Cana-de-Açúcar, que visa antecipar o fim das queimadas na colheita da cultura no Estado, acelerou a mecanização nas lavouras e conteve as emissões de gases de efeito estufa, de acordo com balanço apresentado na quinta-feira.

Conforme Marcos Jank, presidente da Unica, a mecanização, que dispensa as queimadas, saltou de 34% para 54% da área total de cana colhida em terras paulistas desde a assinatura do protocolo. Na época, lembrou o dirigente, a área colhida totalizava 3,2 milhões de hectares, dos quais 1,1 m! ilhão de hectares de cana crua. Na safra atual, afirmou, são 4,3 milhões de hectares no total, sendo 2,28 milhões de cana crua.

O acordo entre o governo paulista e os usineiros estabeleceu a antecipação do fim das queimadas em áreas mecanizadas para 2014. Para as áreas não-mecanizáveis, o limite final é 2017, e em novas áreas de plantio a mecanização é obrigatória. No ritmo atual, os participantes do protocolo acreditam que, nas áreas mecanizadas, o objetivo será alcançado antes do prazo estipulado.

A aceleração da mecanização já levou às usinas de São Paulo a investirem cerca de R$ 1,2 bilhão na aquisição de colhedoras. Em 2007, eram 753 unidades, número que superou 2 mil em 2009. Segundo a Unica, as signatárias do acordo – cerca de 85% das 160 usinas associadas à associação – deverão investir mais R$ 300 milhões em colhedoras na próxima temporada.

Em virtude dessa expectativa, destacou o secretário da Agricultura de São Paulo, João Sampaio, o governo estuda a possibilidade de financiar, com juros subsidiados, máquinas menores para pequenos produtores paulistas.

Com a redução das queimadas na colheita de cana e a tendência de ampliação cogeração de energia a partir do bagaço, a Unica estima que 62,5 milhões de toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas até 2017. “Transformamos fumaça e fuligem em energia verde”, afirma Jank em comunicado divulgado pela Unica. Ele lembrou que esta será uma contribuição importante para as metas brasileiras de redução de gases de efeito estufa.

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