Cosan pensa em novas aquisições

O Grupo Cosan vai manter toda a estrutura da Esso Brasileira de Petróleo e irá imprimir um ritmo de crescimento agressivo, por meio de aquisições futuras de redes de postos. “A Esso vai continuar com a estrutura que só não é idêntica porque tinha posições de gestão ocupadas por pessoas fora do País, mas manterá a equipe, que é experiente e bem treinada”, afirmou Marcos Marinho Lutz, vice-presidente Comercial e de Logística da empresa.

“A Cosan vai imprimir ritmo de crescimento com uma maior agressividade no mercado, por meio de aquisições futuras, com expansão de rede de postos”, completou o executivo, após a consolidação da aquisição da companhia, encerrada na segunda-feira.

Lutz explicou que a opção pelo crescimento por meio de futuras aquisições de postos de combustíveis ocorrerá por causa da consolidação do mercado distribuidor em poucas empresas, o que dificultaria naturalmente grandes operações de compra. “A idéia é de expansão em redes menores, principalmente de postos e não de distribuidoras”, explicou o vice-presidente, que salientou ainda a competitividade logística do grupo Cosan, principalmente nas regiões onde se consome mais etanol no País.

O executivo explicou que grande parte da diferença entre os US$ 826 milhões anunciados pela aquisição dos ativos da Esso no Brasil, em abril, e os US$ 715 milhões efetivamente pagos até ontem é de ajustes de geração de caixa pela Esso dentro deste ano, o que, na prática, trouxe o desconto.

Lutz e Luiz Felipe Jansen Mello, gerente de Relações com Investidores do grupo Cosan, informaram ainda que o impacto do aumento do dólar entre o anúncio da compra da Esso e o pagamento pela companhia foi minimizado pela redução do hedge de produtos exportados, basicamente o açúcar.

“O preço de aquisição aumentou, mas eu tive um benefício de não fixar o meu açúcar. No dia em que assinamos o contrato começamos a considerar para as nossas políticas de hedge o compromisso em dólar que tínhamos pela frente”, disse. “Então a posição que eu tinha a fixar de vendas de produtos de exportação diminuiu muito, porque eu já tinha fixado em dólar naturalmente”, concluiu Lutz.

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