Cosan e Brasil Ecodiesel reagem

Com a disparada das cotações do açúcar no mercado internacional, que atingiu o maior valor em cinco meses, papéis de companhias sucroalcooleiras se destacaram no topo dos ganhos da sessão do Ibovespa ontem. Entre as ações do setor que compõem o Ibovespa, valorizaram-se a Brasil Ecodiesel ON (2,27%, a R$ 0,90) e a Cosan ON (1,04%, a R$ 23,25).

Para Pedro Galdi, chefe de análise da corretora SLW, a tendência é que os papéis da Cosan se recuperem no curto prazo, após recuarem 4,01% na semana passada. No período, foi noticiado que um funcionário da empresa estaria ligado a um esquema de sonegação de impostos.

A companhia disse que também é vítima da fraude.

Outro destaque positivo do índice foi para as ações da Usiminas, exceções em dia ruim para o setor de commodities: as PNA subiram 0,41% (a R$ 46,39), e as PNA galgaram 0,27% (a R$ 48,26). “A Usiminas tem realizado investimentos para aumento de capacidade de produção de chapas grossas e, ao mesmo tempo, investe no negócio de transformação do aço em produtos acabados, como plataformas e peças estruturais para grandes projetos de construção que serão criados para os eventos esportivos, que serão promovidos no País. A busca maior da siderúrgica, no entanto, é de capturar a forte demanda que será originada com o desenvolvimento do pré-sal.” JBS SEGUE PERDENDO. No lado vendedor, os papéis do JBS registraram o maior retrocesso do dia, 4,21% (a R$ 7,28), ainda na esteira da briga com o Grupo Cremonini, bloco com o qual divide a participação da Inalca. Ontem, o frigorífico divulgou que espera que sejam cumpridos os termos do contrato assinado com o Grupo Cremonini a respeito da Inalca, e afirmou que pode comprar a fatia de 50% nas mãos dos sócios italianos. A JBS pede o cumprimento de uma cláusula que permite ao frigorífico nomear o diretor financeiro da Inalca e de suas subsidiárias.

Em seguida, entre as perdas, depreciaram-se as ações PN da GOL (3,44%, a R$ 23,02). A aviadora, apesar da queda, recebeu recomendação de “compra” pelo banco UBS, que estipulou preço justo por papel em R$ 36,60, o que representa um potencial de alta de 59% para os ativos da empresa, em relação ao fechamento de segunda-feira.

Boatos sobre uma abordagem da Vale e do grupo chinês Sinochem, em relação a um possível objetivo de negociação com a canadense Potash, pesaram no desempenho dos papéis ligados a mineradora: Vale ON declinou 2,86% (a R$ 47,83), Bradespar PN contraiu 2,47% (a R$ 37,45) e Vale PNA teve decréscimo de 2,42% (a R$ 42,30). A companhia negou os rumores. Ainda assim, as ADRs (papéis da companhia negociados no exterior) tiveram indicações rebaixadas de “compra” para “neutro”, também pelo UBS. A instituição projetou preço-alvo para os títulos em US$ 32,70, ante US$ 34,38 ratificado anteriormente.

Galdi, da SLW, diz que a semana será marcada por forte volatilidade, por conta da agenda recheada de indicadores externos. “Teremos dados importantes dos EUA, sobre habitação e revisão do PIB no segundo trimestre. Ainda sairão, provavelmente, mais notícias sobre a capitalização da Petrobras, que darão mais instabilidade ao mercado.”

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