Cortadores de cana ajudam a recompor mata ciliar em rios de PE

O Projeto Chapéu de Palha, criado pelo governo de Pernambuco para auxiliar trabalhadores rurais desempregados no período da entressafra da cana-de-açúcar, terminou ontem (30) com o saldo de 80 mil mudas de espécies florestais plantadas às margens de rios em 13 cidades do Estado. O plantio foi parte de um abrangente programa de apoio aos rurícolas.

Os cortadores cadastrados no programa também receberam uma bolsa complementar de até R$ 190 por mês, um litro de leite por dia através do programa Leite de Pernambuco, regularização de documentos, além da participação em ações de prevenção contra esquistossomose, hipertensão, hanseníase, câncer de mama e colo de útero.

Rurícolas da Zona da Mata e da Região Metropolitana do Recife, PE, também participaram de aulas de alfabetização. A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria Estadual da Educação em parceria com outros órgãos governamentais, contou com a colaboração de 400 professores que orientaram turmas de até 30 alunos.

Com quatro horas de aulas por dia, o equivalente a 150 horas por mês, o governo pretende alfabetizar mais de 10 mil trabalhadores, com idade a partir dos 15 anos, distribuídos em 52 municípios pernambucanos.

Chapéu de palha

Criado em 1988, o programa Chapéu de Palha foi resgatado em 2007 com o objetivo de assistir os trabalhadores da palha da cana desempregados durante a entressafra, na zona canavieira de Pernambuco. Coordenado pela Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado, o projeto abrange 52 municípios e beneficia 20 mil famílias.

O plantio das mudas nativas da mata ciliar, que terminou ontem, aconteceu nas cidades de Vitória de Santo Antão, Pombos, Nazaré da Mata, Aliança, Paudalho, Carpina, Igarassu, Ribeirão, Palmares, Catende, Quipapá, Maraial e Glória do Goitá.

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