Conheça as usinas que participaram do leilão A-5/2014 na semana passada

2012-07-06 Destilaria Torre Destilaçao Industria Cerradiho Bio (2)
Entre as usinas do setor sucroenergético, a CerradinhoBio foi a que mais ofertou energia

As usinas movidas a biomassa de cana que participaram do leilão de energia nova denominado A-5/2014, realizado na última sexta-feira, dia 28 de novembro foram: Delta, Guarani (Cruz Alta), Iacanga, Cerradinho Bioenergia e Ferrari Termoelétrica. A Centro Norte Energia Sociedade Anônima também disponibilizou energia a partir do bagaço/palha da cana.

O leilão prevê o início de fornecimento da entrega de energia para 2019. Segundo a Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar, a fonte biomassa concorreu diretamente com projetos a gás natural e carvão no chamado produto disponibilidade termelétrica (ou produto térmico), que teve preço teto estabelecido em R$ 209/MWh e o prazo do contrato fixado em 25 anos.

A Centro Norte (GO) ofereceu 430 lotes ou 9.423.192,00 MWh a um preço de lance de R$ 205,23/MWh. A Cerradinho (GO) vendeu 185 lotes, 4.054.164,00 MWh a um preço de lance de R$ 199,93/MWh. A Ferrari (SP) disponibilizou 98 lotes, 2.147.611,20 MWh a R$ 202,00 de preço de lance. Já a Guarani (SP) comercializou 80 lotes, 1.753.152,00 MWh a um preço de R$ 198,5/MWh. A Delta (MG) vendeu 64 lotes, 1.402.521,60 MWh, a R$ 197/MWh. E por último, a Usina Iacanga (SP) ofereceu 40 lotes, 876.576,00 MWh a um valor de lance de R$ 201,9/MWh.

A energia comercializada pelo setor sucroenergético significará um fornecimento anual ao sistema de 90 MW médios, a partir do ano de 2019. Estima-se que essa quantidade de bioeletricidade anual, gerada principalmente durante o período de escassez de chuvas, significará evitar, por um período de 25 anos, a emissão de mais de 400 mil toneladas de CO2/ano, calculada com base no fator de emissão do ano passado, explica a União da Indústria de Cana-de-Açúcar.

Zilmar de Souza, gerente de Bioeletricidade da entidade, explica que é preciso continuar melhorando as condições e o preço para a biomassa, reconhecendo seus atributos e criando um programa específico para viabilizar a entrada dos retrofits nos leilões regulados. “É preciso criar um preço teto para estimular os retrofits e atrair investimentos no aproveitamento da palha. Essa continuidade da melhora dos preços é fundamental para estimular a indústria de bens de capital de Sertãozinho e Piracicaba. O que se via no passado não poderá acontecer mais, uma melhora de preços e depois um retrocesso”, finaliza.

Souza ainda admite que uma política setorial dedicada a estimular o retrofit, que reconheça os benefícios do uso da bioeletricidade e resolva também questões como a barreira do custo da conexão ao sistema, promoveria ainda mais a diversificação da matriz elétrica e auxiliaria na expansão da oferta de etanol.

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