Confira como fica o etanol brasileiro diante as retaliações da China junto aos EUA

Foto: JornalCana/Arquivo

Como fica o etanol brasileiro diante as recentes retaliações promovidas pelo governo da China?

Em fins de março, o Ministério de Comércio da China sinalizou que pretende impor tarifas sobre 106 produtos americanos. O anúncio foi em resposta à decisão do governo dos EUA de impor taxas de importação sobre aço e alumínio chineses. Mas o que isso tem a ver com o biocombustível brasileiro?

Em análise, o departamento de agronegócio do Itaú Unibanco destaca que intuitivamente a polêmica entre os dois países pode favorecer o agronegócio – e o setor sucroenergético – brasileiro como supridor de produtos agro para o mercado chinês.

Mas conforme a análise, intitulada “Trump, China e o agronegócio brasileiro”, o cenário pode ter desdobramentos que não sejam tão favoráveis assim a esse importante setor da economia nacional.

 

Segundo a análise, o etanol é um produto que vale chamar a atenção diante o cenário. “Isso porque o governo chinês aprovou, recentemente, o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina para 10% até 2020, sugerindo que, diante da baixa capacidade instalada da indústria local, as importações do produto deveriam aumentar (em 2017, o consumo de gasolina foi de 162,8 bilhões de litros)”, relata o documento.

Abertura de portas? 

Porém, segundo o banco, o efeito desse aumento da tarifa para o Brasil apresenta dupla interpretação. “Se, de um lado, poderia abrir portas para o produto brasileiro no mercado chinês, por outro, tenderia a reduzir os preços do etanol americano e aumentar a sua competitividade nos portos brasileiros.”

É preciso lembrar que entre abril de 2017 a março último o Brasil importou 1,4 bilhão de litros de etanol dos EUA, conforme levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Fonte: Itaú Unibanco 

Clique aqui para ler a análise do Itaú Unibanco na íntegra. 

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