Competitividade coloca Brasil entre os maiores do mundo

Os baixos custos de produção e de terra colocam o Brasil entre os maiores produtores de açúcar e álcool do mundo. Com competitividade reconhecida internacionalmente, o País ainda reúne qualidades como pouca intervenção do governo na atividade sucroalcooleira e grande capacidade de expansão dos negócios, de acordo com informações da Datagro, uma das principais consultorias do setor do País.

A competitividade brasileira tem atraído nos últimos anos investimentos externos de empresas, como Cargill, Louis-Dreyfus, Union S D A, Tate & Lyle e Béghin-Say.

Maior exportador mundial, com quase 30% do mercado livre, o Brasil tem alternado nos últimos quatro anos a posição de principal produtor com a Índia. De acordo com levantamento da Datagro, as usinas brasileiras são as maiores exportadoras desde a safra 1995/96. Na safra 2001/02, a produção mundial está estimada em 132,1 milhões de toneladas de açúcar. No mercado livre, são negociados 36,5 milhões de toneladas, dos quais 10,8 milhões de toneladas são comercializadas pelo Brasil. A União Européia segue como o segundo maior exportador, com um volume estimado em 5,6 milhões de toneladas por ano. No entanto, os agricultores recebem pesados subsídios para produzir e exportar o produto, cuja matéria-prima é à base de beterraba. Os custos de produção do Brasil atingem US$ 165 por tonelada (em São Paulo). Na Europa, ultrapassam US$ 700 a tonelada.

As barreiras impostas por países da União Européia, dos Estados Unidos e Japão inibem a expansão do Brasil no mercado internacional.

De acordo com a Datagro, o setor sucroalcooleiro é hoje um dos mais estratégicos do agronegócio nacional. Além da capacidade de expansão, possibilita ramificações que podem interagir com outras atividades e atrair investimentos para o País.

No caso do álcool, além de competitivo, o Brasil é o pioneiro em utilizar o produto como combustível, com a criação do Próalcool, em 1975. Também é o primeiro a fazer a mistura do álcool anidro na gasolina. O setor sucroalcooleiro junto com o governo federal estão se empenhando em expandir este mercado. A internacionalização do álcool tem se dado aos poucos, com países asiáticos, europeus e até os EUA empenhados em implantar a mistura no álcool no combustível, medida que reduz a emissão de poluentes.

Açúcar

Produção mundial (2001/02): 132,1 milhões de toneladas

Consumo mundial (2001/02): 129,5 milhões de toneladas

Mercado livre mundial (2001/02): 36,5 milhões de toneladas

Exportação do Brasil (2001/02): 10,8 milhões de toneladas

Álcool

Produção mundial (2001/02): 32,3 bilhões de litros

Produção brasileira (2001/02): 11,5 bilhões de litros

Exportação do Brasil (2001/02): 0,4 bilhão de litros

Competitividade coloca Brasil entre os maiores do mundo

Os baixos custos de produção e de terra colocam o Brasil entre os maiores produtores de açúcar e álcool do mundo. Com competitividade reconhecida internacionalmente, o País ainda reúne qualidades como pouca intervenção do governo na atividade sucroalcooleira e grande capacidade de expansão dos negócios, de acordo com informações da Datagro, uma das principais consultorias do setor do País.

A competitividade brasileira tem atraído nos últimos anos investimentos externos de empresas, como Cargill, Louis-Dreyfus, Union S D A, Tate & Lyle e Béghin-Say.

Maior exportador mundial, com quase 30% do mercado livre, o Brasil tem alternado nos últimos quatro anos a posição de principal produtor com a Índia. De acordo com levantamento da Datagro, as usinas brasileiras são as maiores exportadoras desde a safra 1995/96. Na safra 2001/02, a produção mundial está estimada em 132,1 milhões de toneladas de açúcar. No mercado livre, são negociados 36,5 milhões de toneladas, dos quais 10,8 milhões de toneladas são comercializadas pelo Brasil. A União Européia segue como o segundo maior exportador, com um volume estimado em 5,6 milhões de toneladas por ano. No entanto, os agricultores recebem pesados subsídios para produzir e exportar o produto, cuja matéria-prima é à base de beterraba. Os custos de produção do Brasil atingem US$ 165 por tonelada (em São Paulo). Na Europa, ultrapassam US$ 700 a tonelada.

As barreiras impostas por países da União Européia, dos Estados Unidos e Japão inibem a expansão do Brasil no mercado internacional.

De acordo com a Datagro, o setor sucroalcooleiro é hoje um dos mais estratégicos do agronegócio nacional. Além da capacidade de expansão, possibilita ramificações que podem interagir com outras atividades e atrair investimentos para o País.

No caso do álcool, além de competitivo, o Brasil é o pioneiro em utilizar o produto como combustível, com a criação do Próalcool, em 1975. Também é o primeiro a fazer a mistura do álcool anidro na gasolina. O setor sucroalcooleiro junto com o governo federal estão se empenhando em expandir este mercado. A internacionalização do álcool tem se dado aos poucos, com países asiáticos, europeus e até os EUA empenhados em implantar a mistura no álcool no combustível, medida que reduz a emissão de poluentes.

Açúcar

Produção mundial (2001/02): 132,1 milhões de toneladas

Consumo mundial (2001/02): 129,5 milhões de toneladas

Mercado livre mundial (2001/02): 36,5 milhões de toneladas

Exportação do Brasil (2001/02): 10,8 milhões de toneladas

Álcool

Produção mundial (2001/02): 32,3 bilhões de litros

Produção brasileira (2001/02): 11,5 bilhões de litros

Exportação do Brasil (2001/02): 0,4 bilhão de litros

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