Como será 2002 ?

A grande safra de cana esperada para este ano em lugar de ser motivo de contentamento, está sendo motivo de aflição; tudo por falta de união da classe. Saídas para o problema nós temos. Uma delas está no teor de álcool da gasolina muito baixo.

No meu carro particular (Honda Civic), uso 35% de álcool na mistura há cerca de dois anos; faço o que apelidam “rabo de galo”; coloco um pouco de álcool hidratado e em seguida a gasolina; não tive problemas com potência nem desgaste de motor.

Um dia por distração, cheguei a usar 50% de álcool e não tive problemas de potência.

Pesquisadores americanos chegarem a conclusão que se a gasolina contém mais de 12% de álcool anidro, como é o caso do uso na gasolina, então suporta uma grande quantidade de álcool hidratado. A fórmula de cálculo para fazermos o “rabo de galo” é:

Va + (vg x 0,24)

Va + vg

Va = volume de álcool

Vg = volume de gasolina

Vou dar um exemplo: se coloco 8 litros de álcool mais 42 litros de gasolina teremos uma mistura com 36% de álcool. Temos que incentivar o “rabo de galo”. O doutor Florenal Zarpelon da usina Ester é professor no assunto. Na usina Estivas, onde sou sócio, fizemos experiências de adicionar álcool anidro no diesel com tratores Massey Ferguson e caminhões Mercedes Benz. Nos tratores Massey Ferguson, tivemos problemas com as bombas injetoras, porque o diesel com o álcool ocasionava problemas na lubrificação das mesmas.

Com os caminhões Mercedes Benz, não acontecem este problema porque a lubrificação da bomba injetora é feita com óleo e à parte. O consumo dos caminhões Mercedes Benz com a mistura (álcool-diesel), apresentaram um consumo ligeiramente menor que o diesel puro; esta experiência durou dois anos. Acho que o álcool ajudou a melhorar a combustão do diesel que geralmente é incompleta; acontecia as vezes, um pequena falha no motor, acho que seja devido a falta de melhor miscibilidade da mistura, portanto necessita de um aditivo. Temos que aumentar a exportação de álcool para os Estados Unidos, nem que seja necessário comprar a ADM- empresa americana produtora de álcool nos Estados Unidos.

Seria ótimo que a Unica abrangesse todos os empresários de São Paulo e arranjasse a adesão de Minas e Paraná.

Aproveito a oportunidade para parabenizar a atuação do dr. Eduardo carvalho que tem procurado junto ao governo atender os pleitos da classe, quero também agradecer e parabenizar o Ministro Pratini de Moraes que tanto nos tem ajudado; se não me falha a memória foi o Pratini quem inaugurou na década de 60, o 1º terminal açucareiro do Brasil na cidade de Recife (PE).

Precisamos ser mais unidos, objetivos e organizados. Os banqueiros norte-americanos classificam os brasileiros como povo lírico. É por sermos um povo lírico, donos desse território abençoado por Deus e ainda temos uma nação que vive eternamente a pedir esmolas ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

Vinícios Tavares de Melo, diretor do Grupo Tavares de Melo

Como será 2002 ?

A grande safra de cana esperada para este ano em lugar de ser motivo de contentamento, está sendo motivo de aflição; tudo por falta de união da classe. Saídas para o problema nós temos. Uma delas está no teor de álcool da gasolina muito baixo.

No meu carro particular (Honda Civic), uso 35% de álcool na mistura há cerca de dois anos; faço o que apelidam “rabo de galo”; coloco um pouco de álcool hidratado e em seguida a gasolina; não tive problemas com potência nem desgaste de motor.

Um dia por distração, cheguei a usar 50% de álcool e não tive problemas de potência.

Pesquisadores americanos chegarem a conclusão que se a gasolina contém mais de 12% de álcool anidro, como é o caso do uso na gasolina, então suporta uma grande quantidade de álcool hidratado. A fórmula de cálculo para fazermos o “rabo de galo” é:

Va + (vg x 0,24)

Va + vg

Va = volume de álcool

Vg = volume de gasolina

Vou dar um exemplo: se coloco 8 litros de álcool mais 42 litros de gasolina teremos uma mistura com 36% de álcool. Temos que incentivar o “rabo de galo”. O doutor Florenal Zarpelon da usina Ester é professor no assunto. Na usina Estivas, onde sou sócio, fizemos experiências de adicionar álcool anidro no diesel com tratores Massey Ferguson e caminhões Mercedes Benz. Nos tratores Massey Ferguson, tivemos problemas com as bombas injetoras, porque o diesel com o álcool ocasionava problemas na lubrificação das mesmas.

Com os caminhões Mercedes Benz, não acontecem este problema porque a lubrificação da bomba injetora é feita com óleo e à parte. O consumo dos caminhões Mercedes Benz com a mistura (álcool-diesel), apresentaram um consumo ligeiramente menor que o diesel puro; esta experiência durou dois anos. Acho que o álcool ajudou a melhorar a combustão do diesel que geralmente é incompleta; acontecia as vezes, um pequena falha no motor, acho que seja devido a falta de melhor miscibilidade da mistura, portanto necessita de um aditivo. Temos que aumentar a exportação de álcool para os Estados Unidos, nem que seja necessário comprar a ADM- empresa americana produtora de álcool nos Estados Unidos.

Seria ótimo que a Unica abrangesse todos os empresários de São Paulo e arranjasse a adesão de Minas e Paraná.

Aproveito a oportunidade para parabenizar a atuação do dr. Eduardo carvalho que tem procurado junto ao governo atender os pleitos da classe, quero também agradecer e parabenizar o Ministro Pratini de Moraes que tanto nos tem ajudado; se não me falha a memória foi o Pratini quem inaugurou na década de 60, o 1º terminal açucareiro do Brasil na cidade de Recife (PE).

Precisamos ser mais unidos, objetivos e organizados. Os banqueiros norte-americanos classificam os brasileiros como povo lírico. É por sermos um povo lírico, donos desse território abençoado por Deus e ainda temos uma nação que vive eternamente a pedir esmolas ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

Vinícios Tavares de Melo, diretor do Grupo Tavares de Melo

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