Com 4 usinas hibernadas, Grupo CBAA investe em fornecimento de cana-de-açúcar

José Pessoa de Queiroz Bisneto — Foto: Josias Messias

Por conta da incapacidade de acompanhar o potencial de produção ao qual se encontram as modernas usinas brasileiras, o presidente do Grupo CBAA, o empresário José Pessoa de Queiroz Bisneto não pretende reativar as 4 unidades pertencentes ao grupo que atualmente encontram-se hibernadas. São elas: Usina Sidrolândia (MS), Usina Brasilândia (MS), Usina Icém (SP) e Usina Sergipe (SE).

De acordo com Pessoa, a ruptura tecnológica que elevou a capacidade de produção das usinas fez com que o grupo com moagem inferior a 5 milhões de toneladas de cana, migrasse por completo suas ações e capital para o setor agrícola. “Uma usina moderna precisa operar de forma que rentabilize em todos os subprodutos da cana. Para performar no atual mercado uma unidade precisa esmagar no mínimo 4,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Prova disso é que mesmo com cerca de 100 usinas fechadas nos últimos anos a quantidade de produção não diminuiu. Portanto, prevendo essas mudanças, ajustamos o foco do nosso grupo para a área agrícola”, explica.

O grupo atualmente possui uma área de 12 mil hectares plantados de eucalipto ofertados ao mercado de papel e celulose. Há também 10 mil hectares plantados de soja e mais 10 mil hectares de cana-de-açúcar, parte na região Nordeste e outra parte no Centro-Sul. “Essa mudança estratégia nos permitiu retomar a receita e cumprir com os compromissos de recuperação judicial. Em abril publicaremos um edital convocando credores que ainda não receberam. Ao liquidarmos nossos compromissos pretendemos manter a área agrícola como core business”, revela Pessoa.

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