Cigarrinha da raiz e seu controle

1. INTRODUÇÃO

As cigarrinhas se constituem em pragas de grande importância econômica para a cana-de-açúcar no Brasil. Três espécies se destacam, pelos seus danos: Cigarrinha da raiz, Mahanarva fimbriolata (Stal); Cigarrinha da folha, M. posticata (Stal) e Cigarrinha do cartucho, M. rubicunda indentata (Walker). As cigarrinhas da cana-de-açúcar, são conhecidas vulgarmente, de acordo com o local onde se desenvolvem suas ninfas. Assim, as cigarrinhas da raiz, da folha e do cartucho, têm suas ninfas se desenvolvendo nas raízes, nas bainhas das folhas e no cartucho da cana, respectivamente.

Até poucos anos atrás, a M. fimbriolata se apresentava como praga de importância econômica, principalmente nos Estados de Sergipe, Bahia, Goiás, Mato Grosso e Paraná. Em 1992 foi introduzida no Estado de Alagoas através de canas para semente, provenientes do Estado de Sergipe. No Maranhão, sua infestação tem aumentado, de acordo com a abertura de novas áreas de plantio da cana-de-açúcar. Com o advento do corte mecanizado de cana-crua há cerca de 5-6 anos na região sudeste do Brasil, vem sendo considerada uma das principais pragas da cana-de-açúcar, principalmente nos Estados de São Paulo e sul de Minas Gerais. A camada de palha com cerca de 10 cm de espessura, que permanece sobre o solo após o corte mecanizado de cana-crua, age como uma estufa a céu aberto, em toda extensão do canavial, alterando o micro clima da superfície do solo, passando a oferecer melhores condições climáticas para o desenvolvimento da praga.

Este trabalho, apresentará informações atualizadas sobre a cigarrinha da raiz M. fimbriolata e seu controle, direcionado principalmente para áreas de corte mecanizado de cana-crua.

2. BIOECOLOGIA E CICLO BIOLÓGICO

De acordo com as observações que estamos realizando sobre esta praga na região dos Estados de Tocantins e Maranhão, Norte do Brasil, tudo leva a crer que esta, é a área de origem da cigarrinha da raiz M. fimbriolata.

Aí, a praga tem como hospedeiros nativos, as gramíneas nativas da região e os pastos de brachiaria, e como hospedeiro alternativo, a cana-de-açúcar. Nesse seu habitat de origem, se pode verificar a ampla diversidade de coloração dos adultos, podendo estes, serem encontrados em cores que vão desde o totalmente vermelho ao totalmente preto.

Adultos de cigarrinha da

raiz M. fimbriolata em cópula,

no seu habitat de origem

A miscigenação da espécie, possibilitou o surgimento de adultos com vestígios de manchas ou com manchas características de coloração preta, localizadas longitudinalmente principalmente no centro das asas. As fêmeas geralmente se apresentam em tonalidades mais escuras que os machos.

De sua região de origem, há anos, a praga foi transferida para outras áreas do Brasil, possivelmente através das camas feitas nos pisos de caminhões com capins, para transporte de gado. Outra forma muito comum de distribuição desta praga pelo país afora, pode ter sido através dos capins silvestres sândalo e assu, amplamente utilizados na proteção lateral das rodovias. Fora de sua área de origem, os capins silvestres ou cultivados, continuaram sendo seus hospedeiros preferidos, tendo a cana-de-açúcar como um de seus hospedeiros alternativos.

Os adultos mais saltam do que voam. Para se alimentarem, sugam a seiva das folhas. As fêmeas depositam em média 50 a 70 ovos exclusivamente no solo, próximos aos resíduos vegetais e às raízes das touceiras, porém nunca inseridos nas bainhas das folhas. Em canaviais cobertos por palhas, a oviposição pode ser feita também nas entrelinhas de cana. Assim, em áreas de corte mecanizado de cana crua ou em áreas de corte de canas para semente, onde não se queima o canavial, permanecendo grande quantidade de palha sobre o solo, a oviposição poderá ser feita amplamente, em qualquer parte do solo por baixo da palha, se concentrando porém nas linhas da cana.

As ninfas sugam a seiva das raízes e radicelas da cana-de-açúcar, permanecendo aí, sempre protegidas por uma espuma branca, durante todo o seu ciclo de desenvolvimento, passando por cinco mudas de pele. Podem ocorrer também nas raízes adventícias ou raízes aéreas do colmo, bem como, nas radicelas encontradas por baixo da palha, nas entrelinhas.

A umidade do solo é o fator considerado de maior importância no desenvolvimento da praga. Nos períodos secos do ano, predominando o calor (Região Nordeste) ou o frio (Região Sudeste), os ovos entram em estivação ou diapausa, permanecendo neste estado, até que as condições de umidade no solo se apresentem novamente favoráveis à sua eclosão, um ou alguns anos após terem sido depositados.

O ciclo biológico completo da M. fimbriolata varia de acordo com a temperatura e umidade no solo, podendo alcançar em média 60-80 dias (ovos: 15-20 dias; ninfas: 30-40 dias; longevidade dos adultos: 15-20 dias). Podem ocorrer até quatro gerações da praga a cada ano, durante todo o período de chuvas.

3. SINTOMATOLOGIA E DANOS

As ninfas de M. fimbriolata, ao sugarem as raízes e radicelas, atingem os vasos do xilema, por onde sugam a seiva bruta, composta de água e nutrientes extraídos do solo, causando desidratação e desnutrição da cana, em pleno período de chuvas, ocasionando em conseqüência, amarelecimento e secagem das folhas, das mais velhas para as mais novas, chegando a atingir toda a planta.

Os adultos, sugam a seiva no parênquima foliar, na área dos estomas. No ato da sucção, regurgitam saliva para o interior dos estomas, contendo um complexo de enzimas e aminoácidos, tendo como finalidade a quebra da estrutura molecular da seiva, facilitando a assimilação dos nutrientes pelo inseto. Como conseqüência, queima os vasos de condução da seiva, causando toxemias na área atingida do tecido foliar, iniciando com uma clorose longitudinal, evoluindo posteriormente, para uma necrose em torno da área picada , podendo atingir até toda a folha, dando ao canavial o aspecto de queimado.

A redução da área verde da cana, através da secagem e queima das folhas, decorrentes da sucção pelas ninfas e adultos da praga, interrompem o processo de fotossíntese, causando atrofia da cana e encurtamento dos entrenós reduzindo em conseqüência, o armazenamento do açúcar no colmo, podendo causar grandes perdas agrícolas e industriais, da ordem de até 60%.

Na prática, se considera como Nível de Dano Econômico (NDE), a ocorrência de 20 ninfas/m linear de sulco e/ou 01 adulto/cana; e como Nível de Controle (NC), de 4 a 12 ninfas/m e/ou 0,5 a 0,75 adulto/colmo. Entretanto, os maiores sucessos na utilização do fungo Metarhizium anisopliae no controle da cigarrinha da raiz, foram obtidos quando as aplicações foram realizadas sobre populações da ordem de 1 a 5 ninfas/m linear de sulco.

4. CONTROLE INTEGRADO

a) Quantificação de ovos de diapausa – A técnica utilizada para quantificar o número de ovos em diapausa/estivação, durante o período de seca na época da moagem, oferece uma grande contribuição na estratégia de controle da praga, possibilitando mapear com antecedência, as áreas com maiores ou menores possibilidades de ocorrências de futuras infestações.

A execução correta desse processo, possibilita o aprimoramento da estratégia de controle, dimensionando e quantificando com antecedência, os insumos biológicos a serem produzidos ou adquiridos, minimizando assim ao máximo, a utilização de produtos químicos, os quais além de aumentar em muito os custos do controle, contribuem para o desequilíbrio biológico dos inimigos naturais nativos.

A técnica se resume na retirada de amostras superficiais de solo, na região das touceiras e análise em laboratório dessas amostras, quantificando ovos vazios e ovos em diapausa. No Brasil, essa técnica já é totalmente conhecida e executada por nós e pelo Laboratório da BIOTECH Controle Biológico Ltda. em Maceió/AL.

b) Monitoramento da praga e de seus inimigos naturais nativos – O êxito no controle da cigarrinha da raiz dependerá principalmente do monitoramento das populações de ninfas da 1ª geração da praga, proveniente dos ovos de diapausa, que começam a aparecer cerca de 25-30 dias após o início das primeiras chuvas.

Esse monitoramento deverá ser iniciado nos canaviais onde foram quantificadas as maiores ocorrências de ovos de diapausa. Quando não se tem essa informação, o monitoramento se faz com maiores dificuldades, uma vez que não vai se saber com exatidão, onde deverão surgir os primeiros focos da praga, fazendo-se necessário, se iniciar simultaneamente as avaliações em todos os canaviais suspeitos.

O monitoramento das populações de ninfas e adultos da praga bem como, de seus inimigos naturais nativos, deverá ser realizado durante todo o período de permanência das infestações, e deverá ser feito com intervalos nunca superiores a 15 dias entre eles.

c) Inimigos naturais nativos

c.1) Predadores – Salpingogaster nigra Schin. (Dipt.: Syrphidae) –É considerado o principal predador de ninfas de cigarrinha da raiz, tanto em áreas de pastos nativos ou cultivados, como na cana-de-açúcar. Sua distribuição é generalizada no Brasil e em toda América Latina, controlando ninfas de todas as espécies de cigarrinhas da raiz (M. fimbriolata, Aeneolamia spp. e Prosapia spp.).

Os adultos podem viver cerca de duas semanas. Durante esse período, as fêmeas em condições de laboratório, chegam a depositar até 250-300 ovos no interior das espumas onde se encontram as ninfas de cigarrinha da raiz. Os ovos eclodem em cerca de 3 dias. Em condições de laboratório, cada larva, durante seu período de desenvolvimento de 9 a 10 dias, chega a sugar e matar cerca de 30 a 40 ninfas grandes de cigarrinhas no interior das espumas, além de um número bem superior de ninfas pequenas; em condições de campo, seguramente esse número poderá ser bem mais reduzido. Durante um ciclo biológico da cigarrinha, essa mosca predadora consegue realizar 2 ou 3 ciclos completos, aumentando assim a eficiência do seu controle natural. Em condições de campo, mais especificamente, nas Usinas Volta Grande e Delta, sul de Minas Gerais, limitando com as áreas de cana do Estado de São Paulo, foram assinalados níveis de predação de até 12% de ninfas/m linear de sulco de cana.

Diante desse altíssimo controle natural, o mínimo que se pode fazer é preservar esse predador, evitando fazer aplicações de inseticidas em suas áreas de ocorrências, assegurando assim sua permanência nos canaviais, “continuando a controlar a praga, sem fazer parte da folha de pagamento da usina”.

Os adultos se mostram muito sensíveis aos inseticidas aplicados principalmente em formulações líquidas ou pó, enquanto as larvas não resistem a quaisquer inseticidas, principalmente aos granulados sistêmicos, morrendo decorrente de seu efeito de contato ou pelo efeito sistêmico ao sugarem as ninfas intoxicadas pelo inseticida. Resumindo, não se recomendam aplicações de inseticidas em áreas onde se constate a ocorrência desse predador.

Adulto fêmea de S. nigra

– Pheidole genalis Borgmeir (Him: Myrmicinae) – Trata-se de uma formiga predadora muito eficiente não só no controle de ninfas e adultos de cigarrinha, mas de outros insetos que estejam em sua área de distribuição, à exemplo de cochonilha rosada, e outros. Não é formiga produtora de fungo e em conseqüência, vive unicamente da predação. As entradas de seus olheiros apresentam uma arquitetura muito detalhada, diferenciando facilmente de olheiros de outras espécies. Trata-se de uma formiga que marca território, impedindo assim a instalação de outras espécies de formiga na área. Os soldados apresentam dois pares de espinhos dorsales.

Essas formigas foram encontradas por nós apenas nos canaviais das Usinas Volta Grande e Delta no sul de Minas Gerais, podendo sua distribuição estar limitada apenas a essa área ou alcançar também o Estado de São Paulo.

Sugerimos a realização de pesquisas sobre os hábitos dessas formigas, não só nas áreas canavieiras do Sul de Minas Gerais, mas principalmente nas áreas canavieiras do estado de São Paulo, por se tratar de predador com grande potencial no controle da cigarrinha da raiz, principalmente em áreas de corte mecanizado de cana-crua.

É importante lembrar que, o uso de inseticidas nessas áreas, para o controle da cigarrinha da raiz, sem dúvida trará graves conseqüências na permanência desta formiga como controladora natural da praga.

c.2) Fungos entomopatógenos nativos – Metarhizium anisopliae (Metsch.) Sorok. – Foram encontrados na Usina Volta Grande, vários adultos e ninfas de cigarrinha da raiz, junto às touceiras, em baixo da palha de cana, parasitadas por isolados nativos desse fungo, já no mês de dezembro, praticamente no início das infestações, em canaviais onde nunca foram feitas aplicações anteriores. Por se tratar de isolados nativos, pode ser que já estejam atuando em sua total capacidade de controle, e como tal, apesar de terem se mantido na área de um ano a outro, e se fazerem presentes nas áreas de cana, desde o início das infestações, não conseguem segurar as populações iniciais da praga. Podem apresentar pouca patogenicidade ou virulência, contribuindo assim com um baixo controle natural da praga. Neste caso, o mais indicado é fazer aplicações complementares, com isolados já conhecidamente eficientes no controle de cigarrinhas da raiz, a exemplo do material biológico produzido pela BIOTECH em Alagoas, o qual já foi aplicado com total êxito nos canaviais das usinas Volta Grande e Delta.

Um procedimento a ser seguido com os isolados nativos, será passa-los por um longo processo de caracterização, melhorando sua agressividade, para só depois, iniciar suas produções comerciais em laboratório.

– Batkoa apiculata – Este fungo nativo, atua exclusivamente sobre adultos, deixando o inseto fixo nas folhas, geralmente com as asas entreabertas. É de ocorrência generalizada em todas as áreas canavieiras não só do Brasil, como de toda América Latina.

c.3) Fungo entomopatógeno introduzido – Metarhizium anisopliae – Este fungo tem sido amplamente utilizado, há cerca de 30 anos, com total êxito no controle da cigarrinha da folha nos Estados do Nordeste do Brasil e principalmente no controle da cigarrinha da raiz, nos Estados de Alagoas, Sergipe, Bahia, Maranhão, e mais recentemente nas Usinas Volta Grande e Delta, no sul do estado de Minas Gerais, onde foi aplicado em cerca de 1.500 ha com cigarrinha da raiz, em área de corte mecanizado de cana crua, mantendo a população da praga sob controle durante todo o período das chuvas.

Foram aplicados 10 kg de produto (arroz + fungo)/ha, equivalentes a cerca de 1kg de fungo puro/ha, com concentrações entre 109 a 1010conídios/g, total equivalente a 1012 a 1013conídios/ha. O fungo utilizado foi produzido NOS Laboratórios da BIOTECH Controle Biológico Ltda. em Alagoas.

Além da garantia na qualidade e procedência do fungo utilizado, um dos fatores que mais contribuíram com o êxito das aplicações, foi a forma como foram feitas, utilizando o arroz + fungo diretamente no tanque do avião, como se fora uma formulação granulada.

Este sistema de aplicação possibilita uma melhor penetração e distribuição dos grãos de arroz com fungo por entre as touceiras, chegando inclusive a alcançar as ninfas que se encontram por baixo das palhas, resultando numa melhor distribuição do produto no canavial. Além disso, melhora a capacidade de inóculo e o período de longevidade do fungo em campo, aumentando assim, a possibilidade de êxito no controle.

Procurou-se fazer as aplicações com fungo, em áreas com menores infestações de ninfas (até 10 ninfas/ha), ocorrendo muitos casos, onde as infestações ultrapassavam 20ninfas/m e alguns casos raros com mais de 100 ninfas/m. Algumas áreas necessitaram de uma segunda aplicação. De modo geral, as populações da praga se mantiveram sob controle nas áreas tratadas, obtendo-se resultados semelhantes aos das áreas tratadas com inseticida sistêmico.

Para aplicações do fungo “granulado” em canaviais mais baixos pode ser feita utilização da distribuidora de calcáreo, o que irá baratear ainda mais o controle. O preço do kg do produto fungo (arroz + fungo) saiu por R$ 4,50/kg, totalizando R$ 45,00/ha.

c.4) Controle químico com inseticida granulado sistêmico – O Furadan 50G tem sido o inseticida mais utilizado no controle da cigarrinha da raiz, nos últimos dois anos no sudeste do Brasil, com resultados de controle satisfatório. A formulação granulada deste inseticida, pode possibilitar uma certa seletividade a alguns inimigos naturais, à exemplo dos parasitóides da broca da cana (Cotesia flavipes, Metagonistylum minense, Paratheresia claripalpis, etc.), não acontecendo o mesmo com os predadores que habitam o solo.

Com relação aos inimigos naturais da cigarrinha da raiz, as larvas da mosca S. nigra por se alimentarem diretamente das ninfas, têm pouca chance de sobreviverem, numa área tratada com inseticida sistêmico. Fatalmente também serão dizimadas pelo produto.

O desequilíbrio biológico causado aos inimigos naturais nativos, sem a menor dúvida terá grande importância principalmente no momento de resurgências da praga, quer devido à carência do produto, quer por falhas nas aplicações ou mesmo pela eclosão de novos ovos de diapausa. Nestas circunstâncias, a praga poderá surgir com muito mais violência, uma vez que não conta com os controladores naturais, os quais necessitarão de um longo período para se restabelecerem. A repetição continuada desse processo, poderá até fazer desaparecer totalmente um controlador natural existente em um canavial, condicionando a partir daí, o controle da praga à utilização de algum inimigo natural introduzido ou da dependência total do controle químico.

Na Usina Volta Grande, procurou-se evitar ou pelo menor minimizar o impacto ambiental provocado pelas aplicações de inseticida sistêmico, as quais foram feitas apenas nas áreas onde não tinha sido detectada ocorrência do predador nativo(S. nigra), e em áreas com maiores infestações da praga, geralmente superiores a 30 ninfas/m mantendo-se um controle eficiente por cerca de 90 dias. A exemplo das aplicações com fungo, aqui também algumas áreas necessitaram de uma segunda aplicação.

As aplicações foram feitas utilizando-se 20kg de Furadan 50G/ha, ao preço em torno de R$ 6,00/kg, num total de cerca de R$ 120,00/ha. O custo das aplicações aéreas para aplicação do inseticida sistêmico é um pouco mais caro do que o custo da aplicação aérea do fungo, devido ao volume aplicado/ha.

5. CONCLUSÕES

a) As cigarrinhas da raiz da cana-de-açúcar, se constituem praga de grande importância econômica, não só no Brasil, como em toda a América Latina;

b) A origem da cigarrinha da raiz Mahanarva fimbriolata deverá ser em torno da região Norte do Brasil, incluindo os Estados de Tocantins e Maranhão;

c) A cigarrinha da raiz M. fimbriolata deposita ovos exclusivamente no solo, próximo aos resíduos vegetais e no interior das touceiras, podendo depositar também nas entrelinhas cobertas de palha, porém nunca inseridos nas bainhas das canas;

d) A quantificação de ovos de diapausa e o monitoramento das populações de ninfas da 1ª geração da praga, provenientes da eclosão dos ovos de diapausa, são de grande importância para o êxito do controle integrado da praga;

e) O predador de ninfas Salpingogaster nigra se constitui no principal inimigo natural nativo da cigarrinha da raiz em todo o Brasil, não devendo se medir esforços para preserva-lo no ambiente;

f) O Controle Biológico, através dos inimigos naturais nativos e introduzidos, deverá ser sempre considerado a base do Controle Integrado da Praga;

g) O controle químico, deverá ser utilizado sempre com restrições e com grande responsabilidade, diante dos problemas de intoxicações e de desequilíbrios que podem causar ao homem, aos inimigos naturais e ao ambiente.

Artur F. Mendonça – Prof. Dr. em Entomologia, diretor – BIOTECH Controle Biológico Ltda.

Maceió – AL, e-mail: afmendonca@vcnet.com.br / Tel: (82) 322-2508/241-5406/9982-6425 – Fax: 241-7290

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