Cepea divulga aumento da atratividade nas exportações do açúcar e etanol

De 2009 para 2010, o preço médio em Real das exportações (Índice de Atratividade-Agro/Cepea) do agronegócio caiu 7%. Porém, em rumo inverso o açúcar foi o grande campeão de 2010 (no comparativo com 2009) entre os produtos com atratividade em expansão e o etanol segue em terceiro lugar. Dos produtos exportados, os do complexo sucroalcooleiro, do complexo soja e as carnes aparecem na dianteira em termos de receita. Em 2010, o açúcar foi o produto de maior destaque, com crescimento de quase 17% do volume e de 36% dos preços em dólar – comparações sobre as médias de 2009.

A lista dos produtos com atratividade em expansão inclui: açúcar (13,36%), papel e celulose (10,43%), álcool (7,74%), carne suína (4,71%), carne bovina (2,66%) e café (1,85%).

Quanto aos destinos das exportações brasileiras do agronegócio, o Cepea oponta que a União Européia, EUA e China continuam aparecendo como os principais, com a diferença de que a pauta de produtos exportados para a UE e para os EUA é muito mais diversificada; já as compras da China no agronegócio brasileiro são concentradas – em torno de 90% – nos produtos do complexo da soja.

Na avaliação dos pesquisadores responsáveis por esses índices, desde o início de 2010, o agronegócio nacional parece ter superado a crise, apesar da forte valorização cambial que tem prejudicado o faturamento em Reais do setor. Para o início do ano de 2011, espera-se uma pequena redução nas quantidades exportadas, já que os principais produtos exportados encontram-se em fase de entressafra. “Contudo, pode ocorrer um aumento ainda maior para os preços em dólar, já que a demanda pelos produtos brasileiros segue aquecida”, comenta o professor Geraldo Barros, coordenador do Cepea. Segundo ele, fatores que apontam para a manutenção dos preços em níveis altos são: do lado da demanda, o forte crescimento dos países em desenvolvimento e dados positivos sobre a atividade econômica dos países desenvolvidos; do lado da oferta, eventos climáticos podem trazer redução do volume a ser colhido na próxima safra em vários países considerados como importantes exportadores de produtos agrícolas.

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