Carro flex, em Minas, só com gasolina.

Em Minas Gerais o consumidor se fizer os cálculos, segundo Luiz Custódio Cotta Martins, presidente do Sindicato do Açúcar e do Álcool de Minas Gerais, ele irá optar em abastecer o seu carro flex com gasolina. Martins afirma que é considerado vantajoso, a utilização do álcool, apenas quando o seu valor é 30% inferior ao preço da gasolina, o que não acontece no estado mineiro.

O presidente conta que a última pesquisa realizada em janeiro de 2006, mostrou que o álcool em Minas estava 78,3% o preço da gasolina. O que faz do estado, juntamente com Rio Grande do Sul, Pará e Piauí, as localidades onde se encontra o álcool mais caro do Brasil.

Segundo ele, o ICMS cobrado no estado que é de 25% é uma das principais causas que faz o valor do álcool no estado mineiro ser tão elevado. “Em São Paulo é de 12%, no Paraná de 18% e na Bahia de 19%”, compara. Para ele, o motivo dessa alta alíquota em Minas é causado pelo foco da Secretaria Estadual da Fazenda que acredita ser mais vantajoso vender gasolina para arrecadar mais impostos, pois para este combustível ele é mais alto. “Eles esquecem de avaliar o álcool como uma cadeia, que também gera vários empregos”.

Cotta não isenta o governador mineiro Aécio Neves, pois acredita que compete sim, ao governo do estado, rever esta alíquota. “Ele ficou de avaliar mais até agora nada” lamenta. Para ele, em maio, quando a oferta do álcool estiver a todo vapor, com o fim definitivo da entressafra, será mais fácil para que estes debates recomecem. “Com o álcool mais barato, as negociações serão mais fáceis”, acredita o presidente.

Em Belo Horizonte, os postos de combustíveis têm vendido o álcool a Belo Horizonte a R$ 2,15 e a gasolina a R$ 2, 60. Mais de 90% do consumido é o do combustível fóssil.

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