Canaviais paulistas deverão ocupar 6,2 milhões de ha em 2010

O cultivo da cana-de-açúcar ocupa 4,9 milhões de hectares no Estado de São Paulo. Um levantamento feito em conjunto pelas secretarias estaduais da Agricultura e do Meio Ambiente indica que essa área deve alcançar 6,2 milhões de hectares em 2010. A estimativa tem como base a aprovação de 31 licenciamentos de ampliações e novas usinas e outros 31 empreendimentos em processo de licenciamento.

Os números do zoneamento agroambiental, divulgado ontem (18) pelo governador José Serra, mostram que o Estado de São Paulo possui 18 milhões de hectares adequados para o plantio da cana. No entanto, desse total, 5,5 milhões de hectares possuem restrições ambientais e outros 8,6 milhões de hectares apresentam limitações.

Apensar das ressalvas ambientais, o secretário da Agricultura e São Paulo, João Sampaio, afirma que não haverá mudanças para quem já possui cana cultivada nessas áreas. Segundo ele, os parâmetros técnicos serão utilizados para que as novas usinas a serem instaladas sigam regras ambientais determinadas pelo Estado.

Para novos empreendimentos, o processo de concessão será mais rigoroso. Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, atualmente o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) só é exigido das usinas com capacidade de moagem acima de 1,5 milhão de toneladas por ano. Mas a partir de agora, com o zoneamento, o Rima será exigido de todas as indústrias que vierem a ser instaladas nas áreas ambientalmente restritas.

O zoneamento agroambiental foi elaborado a partir de parâmetros hidrográficos, físicos, topográficos e climáticos, entre outros. O estudo vai permitir um melhor planejamento da cultura da cana, levando em conta os aspectos de sustentabilidade.

Um mapa faz parte do estudo e identifica as áreas livres, restritas, limitadas e inadequadas para o cultivo da cana, indicadas por cores e suas tonalidades. As áreas marcadas em verde e em amarelo são consideradas adequadas para a atividade, com gradação que varia de verde-escuro, verde-claro e amarelo.

O verde-claro já indica limitações ambientais para o licenciamento de novas unidades, enquanto o amarelo significa restrições ambientais, com um maior grau de exigências. As áreas em vermelho são consideradas inadequadas e estão concentradas na faixa litorânea onde, além das grandes unidades de conservação do Estado, registram-se as maiores declividades de terreno.

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