Cana: usina de SP quer investir em plástico biodegradável

A usina brasileira de açúcar e etanol Pedra Agroindustrial, de Ribeirão Preto (SP), planeja investir US$ 300 milhões na produção de plásticos polímeros biodegradáveis a partir da cana-de-açúcar dentro de três anos. O plano faz parte de uma pesquisa para gerar novos fluxos de receita e para diversificar a produção de açúcar e etanol.

“Estamos buscando novas aplicações para usar açúcar e etanol”, disse ontem Eduardo Brondi, gerente administrativo da companhia. Segundo ele, a Pedra Agroindustrial procura parceiros operacionais, ou para formação de uma joint venture, visando a alcançar os mercados europeu e asiático de plásticos fabricados sem combustíveis fósseis.

Brondi acrescentou que o projeto está em estágio inicial e outras companhias, como a norte-americana Cargill Inc. e a alemã Basf, também estão desenvolvendo pesquisas na área.

O grupo brasileiro, que espera moer cerca de 20 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nesta temporada, pretende produzir anualmente entre 35 mil e 40 mil toneladas de plásticos polímeros biodegradáveis em três anos. O plástico polímero, que pode levar de três meses a dois anos para se dissolver, pode ser usado em diferentes tipos de produtos plásticos.

A Pedra Agroindustrial, que tem quatro destilarias de etanol e de açúcar, vai direcionar 55% da moagem de cana à produção de açúcar nesta temporada em razão da alta dos preços da commodity no mundo. O volume remanescente de 45% será dedicado à fabricação de etanol. As informações são da Dow Jones.

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