Câmbio e combustível pressionam, mas IPCA não deve passar 3,1%

A depreciação cambial e o repasse dos reajustes dos combustíveis continuarão pressionando a taxa de inflação de novembro, mas tendem a arrefecer a partir do mês de dezembro, segundo analistas ouvidos pela Folha Online.

A expectativa da maioria das instituições é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) não ultrapasse os 3,1% em novembro. A taxa, que será divulgada amanhã pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), é utilizada pelo governo para monitorar as metas de inflação.

O principal destaque será a expressiva alta dos preços dos alimentos em função não apenas da depreciação cambial, mas também da alta dos preços internacionais e a entressafra, afirma Marcela Prada, da Tendências Consultoria.

Fernando Pinto Ferreira, da consultoria Global Invest, acredita que a inflação, tanto no atacado quanto no varejo, tendem a desacelerar a partir de dezembro. A pressão registrada nos últimos meses, segundo ele, é resultado do repasse cambial. É aritmético, já que o dólar subiu 60%. Esse é o preço, disse. (Folha de SP)

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