Bunge pode se tornar 3ª maior produtora de álcool

A multinacional Bunge, um dos maiores grupos de agronegócio do mundo, está perto de se tornar a terceira maior produtora brasileira de açúcar e álcool. Segundo fontes, a empresa teria assinado um acordo para a aquisição das participações do Grupo Moema em seis usinas, por um valor estimado entre US$ 100 a US$ 105 por tonelada de cana-de-açúcar processada. Como o Grupo Moema possui uma capacidade de moagem de cerca de 13,5 milhões de toneladas, a estimativa é de que o negócio possa atingir US$ 1,35 bilhão. O valor estaria bem acima dos US$ 65 por tonelada pagos pela Cosan pela NovAmerica.

O controle do Grupo Moema é dividido de forma homogênea entre os empresários Maurilio Biagi, Eduardo Junqueira e os herdeiros de Armando Junqueira. Os principais motivos para a venda seria a divergência entre os sócios, além da dívida, estimada entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão pel! o mercado. Tanto a Bunge como o Grupo Moema negaram que um acordo de compra já tenha sido fechado.

A aquisição fará com que a Bunge tenha uma moagem de 16 milhões de toneladas de cana já a partir da próxima safra. Se confirmada, a compra coloca a empresa no topo dos maiores produtores do Brasil. Fica atrás apenas Cosan (60 milhões de toneladas de moagem de cana) e LDC-SEV (40 milhões) e um pouco à frente de São Martinho e Guarani (com cerca de 13 milhões de toneladas cada). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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