Brasileiros debatem nova proposta sobre biocombustíveis na Europa

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“A transição da Europa para biocombustíveis mais sustentáveis – uma perspectiva brasileira”, reuniu na última semana, 102 participantes, entre eles diplomatas e representantes do Parlamento Europeu, de organizações não-governamentais e de empresas privadas em Bruxelas, na Bélgica. 

O evento, promovido pela Unica em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), contou com a presença do embaixador do Brasil junto à União Europeia, Ricardo Neiva Tavares e do embaixador do Brasil para a Bélgica e Luxemburgo, André Amado.

“Estamos aqui para debater a nova proposta europeia sobre biocombustíveis e seus impactos sobre os países terceiros, especialmente aqueles em desenvolvimento”, reforçou a diretora-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Elizabeth Farina, na abertura do Seminário

Segundo ela, a discussão mundial da Unica é para um marco regulatório para os biocombustíveis. “Por essa razão, compartilho como tem sido a evolução da nossa estrutura política no Brasil e como ela tem contribuído para o desenvolvimento do etanol, que tem ótimas credenciais ambientais e, comprovadamente, reduzidos efeitos indiretos no uso da terra. É fundamental que a Europa avalie melhor o uso desse produto,” ressaltou Farina.

Para a diretora-presidente da Unica, a intenção da Comissão Europeia de promover os biocombustíveis mais sustentáveis é louvável, porém os instrumentos propostos para atingir esse objetivo poderiam ser aprimorados. “Não seria interessante reduzir a participação no mercado dos biocombustíveis que têm um excelente desempenho, como o etanol de cana-de-açúcar, porque isso levaria à promoção do consumo de quantidades adicionais de combustível fóssil, menos sustentável. Temos o biocombustível à base de cana, visto como um grande avanço pela Califórnia e pelos Estados Unidos em geral por suas qualidades ambientais. Da mesma forma, estou convencida de que o etanol de cana pode dar uma importante contribuição para as metas traçadas pela Europa até 2020”, concluiu.

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