Brasil cai no ranking de energia limpa. RenovaBio pode melhorar isso, diz Renato Cunha

O programa RenovaBio, que cria regras para os biocombustíveis, pode ajudar o Brasil a reverter sua posição na pesquisa da WWF, que avalia o uso e a criação de tecnologias sustentáveis no mundo, o CleanTech Innovation Index.

Na mais recente CleanTech, o Brasil caiu cinco posições, ficando na 30ª do relatório, que avaliou 40 países em 2017. A queda reflete a redução dos investimentos no setor de energia limpa, em que pese o grande potencial desse segmento no País.

O País foi ultrapassado por Espanha, Itália, Portugal, República Tcheca e Índia nos últimos três anos, ficando apenas na 30ª posição do relatório, que avaliou 40 países em 2017. E esta queda, segundo a WWF, reflete a redução dos investimentos no setor.

Para o WWF, o etanol pode ajudar a melhorar a posição do Brasil.  “Além de contribuir para a redução das emissões dos gases de efeito estufa, o etanol gera empregos. É uma oportunidade de gerar riqueza sem aumentar o impacto sobre o meio ambiente”, relata analista da instituição, para quem que o etanol já responde por 25% dos combustíveis consumidos por veículos leves no Brasil, mas ainda tem potencial para crescer.

Segundo o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, a produção deste combustível limpo não tem apresentado grandes crescimentos devido a problemas burocráticos. “As regras para o etanol são imprevisíveis e o empreendedor deixa de investir quando não vê regras claras no horizonte”, explicou Cunha, lembrando que, para resolver esse problema, o setor sucroalcooleiro trabalha junto com o Governo Federal na criação do Renova Bio.

“O programa vai criar regras que estabilizem o setor para que o Brasil cresça nos biocombustíveis e faça face aos compromissos assumidos na Conferência de Paris”, explicou Cunha.

 

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