Barros de Castro aponta etanol como nova fronteira econômica

A nova fronteira econômica brasileira é o etanol, disse nesta segunda-feira o diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Antonio Barros de Castro, ao comentar a diversificação do comércio brasileiro – em produto e em regiões. Ele sugeriu que o Brasil deverá, inclusive, liderar esse processo no mundo.

– A economia do Brasil é hoje bastante internacionalizada, o que constitui um fenômeno positivo. Ela exporta para o mundo inteiro. Os ovos estão em todas as cestas – afirmou.Barros de Castro se declarou otimista em relação ao etanol porque é um campo em que “podem surgir novidades”. E destacou:

– Não é mais só o Japão, com seus 10 milhões de litros de encomenda sendo negociada. É também a Califórnia e há vários outros indícios de um quadro imensamente favorável ao etanol.

Na avaliação de Barros de Castro, o Brasil ainda deve vencer duas limitações e a primeira delas é que o mercado de etanol ainda não está construído adequadamente.

– Ainda não existe a commodity etanol. Ou seja, não há padronização. O Brasil tem que ajudar na construção desse mercado para que o consumidor tenha segurança de que, ao comprar etanol, está comprando algo que ele conhece perfeitamente e que tem determinadas propriedades definidas – avaliou.

A outra limitação, segundo Barros de Castro, é que para construir esse mercado o Brasil não deve ficar sozinho. Ele ressaltou a necessidade de se pluralizar a economia do etanol:

– Nós só vamos poder exportar em massa se ajudarmos outros países, como África do Sul, Índia, México, a produzirem etanol. O ideal para o Brasil seria liderar esse processo, mas pelo problema de segurança energética, seria completamente contraproducente ter um peso excessivo dele – acrescentou.

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