Banco Mundial aponta Brasil como um dos países mais atrativos para investimentos

O Banco Mundial publicou, na semana passada, um estudo avaliando as possibilidades de investimentos no setor de energia em países emergentes. O trabalho aponta que boa parte dos investidores está satisfeita com os negócios. O estudo é de maio deste ano.

A instituição enviou o questionário para 67 investidores, entre eles AES, Alliant Energy, Duke Energy, El Paso Energy, EDF, EDP, Endesa, Iberdrola, InterGen e Tractebel. Dessas, 48 empresas responderam o questionário.

Ao serem perguntados sobre quais países ainda são atrativos para investimentos para os próximos dois ou três anos, os investidores apontaram o Brasil como boa opção. O país foi considerado um mercado positivo por 12 empresas, contra avaliação negativa de quatro. A Índia recebeu o maior número de respostas negativas, 12, contra três avaliações positivas.

Na avaliação de rating de satisfação de investimentos em parques com capacidade maior que 10 GW, o Brasil recebeu a menção positiva de 11 empresas, das 14 que responderam essa questão, como um local bom para realizar investimentos. Na América Latina, o Brasil superou a avaliação de países como México, Chile, Colômbia e Argentina.

Quatro empresas citaram o país como o local de maior satisfação em termos de investimentos entre os países emergentes. Nos parques de geração com capacidade de até 1 GW, os destaques ficaram com a República Dominicana e a Nicarágua.

A análise apontou ainda pontos importantes para serem adotados pelos governos interessados em aumentar o volume de investimentos no setor. Entre eles estão a garantia do fluxo financeiro adequado ao setor, com níveis tarifários adequados e a manutenção da estabilidade de leis e contratos.

Segundo a análise do Banco Mundial, os investimentos na área de energia cresceram rapidamente da década de 90 e apontavam uma curva de crescimento para os próximos anos, mas o volume de recursos destinbados a esses mercados vem caíndo.

O estudo classifica essa redução como preocupante, já que os países necessitam de um crescimento anual da ordem de 4% no setor energético nas próximas duas décadas.

Para acessar a íntegra do estudo, em inglês, clique aqui

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