Bagaço da cana-de-açúcar combate o racionamento

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O bagaço da cana-de-açúcar é estratégico para combater o risco de racionamento de energia elétrica, tema atualmente discutido devido à escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas.

No ano passado, as usinas e destilarias do país venderam para o sistema de distribuição, 1.300 megawatts médios produzidos a partir do resíduo da cana.

“Esse volume significa uma poupança de 5% da água dos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, que respondem por 60% do consumo nacional de energia”, diz Zilmar de Souza, assessor de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Conforme ele, não fosse a eletricidade feita da cana, e as condições dos reservatórios poderiam estar piores. Nesta quarta-feira (9), os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste operavam com 28,3% da capacidade, menos da metade do mesmo período de 2012. Segundo projeções de consultorias, as pouco mais de 400 usinas e destilarias em atividade no país devem moer na próxima safra um volume superior a 630 milhões de toneladas de cana.

Todas as unidades geram eletricidade a partir do bagaço, para uso próprio durante a safra, que, na região Centro-Sul, vai de abril a dezembro. Mas além dos 1.300 megawatts vendidos em 2012, há uma sobra.

Souza e outros especialistas ligados a Unica estudam como as usinas podem ofertar eletricidade no período da entressafra, entre dezembro e março. “É justamente o período que nesse ano, devido à estiagem, tem causado problemas aos reservatórios”, comenta.

As usinas, diz, podem estender a produção de eletricidade mesmo fora da safra. Essa proposta deverá ser apresentada ao governo federal nas próximas semanas.

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