As demandas do açúcar e do etanol em 2017

Cleide Edivirges Santos Laia, da Conab — Foto: JornalCana

Tendo como base de comparação a safra passada, os grupos e usinas se preocupam com a atual que depende ainda mais do clima e dos preços do mercado. A diretora de política agrícola e informações da Conab — Companhia Nacional de Abastecimento, Cleide Ediviges Santos Laia explica o atual cenário do setor e o que ele deve esperar para esta safra em termos de açúcar e de etanol.

JornalCana — Quais são os atuais estudos que estão sendo feitos na área de cana?

Cleide Laia — A Conab faz o acompanhamento regular do mercado da cana e de seus derivados. Os estudos apresentam dados sobre produção, produtividade, área plantada, volume destinado à produção de etanol e açúcar, evolução dos preços no mercado interno e internacional, quadro de suprimento, total exportado, utilização da biomassa da cana na matriz energética nacional, entre outras informações pertinentes ao setor sucroenergético.

Qual a expectativa de plantio e colheita de cana para essa safra?

A área colhida no Brasil de cana-de-açúcar destinada à atividade sucroenergética na safra 2016/17 deverá ser de 9,1 milhões de hectares, de acordo com o 3o Levantamento da safra 2016/2017 divulgado em dezembro pela Conab. Aumento de 456,1 mil hectares, ou 5,3% em relação à safra anterior. Se confirmada, será a maior área colhida no Brasil. A estimativa para o plantio é de 1 milhão de hectares, entre área de renovação e expansão.

Qual a expectativa de preços para o açúcar nessa safra?

Os preços devem permanecer elevados ao longo do ano- safra, considerando que o volume de oferta global será inferior à demanda. Existe a expectativa de um déficit mundial da ordem de 2,6 milhões de toneladas.

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