Álcool perde o atrativo na maioria dos Estados

Caiu de quatro para três o número de Estados brasileiros onde ainda vale a pena abastecer com álcool: Pernambuco, Ceará e Alagoas. Nos demais, o preço do litro do etanol representa mais do que 70% do preço da gasolina, o que reduziu sua atratividade ao consumidor final.

Até mesmo em São Paulo, onde está localizada a maior parte das usinas, o álcool não compensa. A relação de preços é de 72,6%, segundo pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A pesquisa se refere à última semana, que se encerrou no dia 18.

Nos últimos meses, a alta dos preços do álcool expôs a ausência de uma política para o combustível. Em meio a uma safra de cana menor que a esperada, e com o “boom” das exportações, o litro do etanol no mercado interno disparou, forçando o governo a intervir e as usinas a anteciparem a moagem. Reflexo disso é que o governo reduziu de 25% para 20% a participação do etanol na mistura com a gasolina.

“Dados preliminares mostram que a tendência é de uma certa estabilidade para o álcool nesta semana”, diz a pesquisadora Mirian Bacchi, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Universidade de São Paulo. Na semana passada, pesquisa do centro mostrou que após oito semanas consecutivas de alta, os preços do álcool hidratado recuaram 1% em São Paulo.

Enquanto isso, a moagem avança no Estado. Estima-se que entre 15 e 20 usinas poderão iniciar a moagem nesta semana, 100% dedicadas à produção do combustível.

Cai margem dos postos

Outra boa notícia é que, segundo dados da ANP, os postos de combustíveis estão reduzindo sua margem de lucratividade sobre o preço que pagam aos distribuidores, beneficiando o consumidor na ponta final. Em São Paulo, a margem que era de 13,9% na semana retrasada, caiu para 12% na semana passada.

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