Agronegócio brasileiro atrai investidores do Oriente Médio

“Os empresários do Oriente Médio estão interessados em investir no Brasil”, assegura o secretário de Política Agrícola Edilson Guimarães, chefe da missão conduzida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos, neste mês.

Vinte representantes de empresas, de associações do agronegócio e de bancos brasileiros integraram a delegação e participaram de uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do Oriente Médio, a Saudi Agro-Food, em Riad, e de seminário para investidores sauditas.

Os investidores mostraram interesse em comprar suprimentos para seus países, em que a agricultura é limit! ada em função de aspectos geográficos. Guimarães explica que, além do agronegócio brasileiro ser promissor, a segurança alimentar motiva o Oriente Médio a investir nas importações.

Exportações – Os dois países visitados são importadores de alimentos e podem intensificar esse comércio. De acordo com diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Mapa, Eduardo Sampaio, cerca de 90% das exportações do Brasil se concentram em frango, açúcar e carne bovina e a relação comercial com o Oriente Médio pode ser uma oportunidade para diversificar a venda de produtos que integram a pauta de exportações.

A Arábia Saudita importou do Brasil, de janeiro a outubro deste ano, US$ 1,2 bilhão em produtos do agronegócio. A pauta das exportações para os sauditas é concentrada em carnes (US$ 770 milhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 272 milhões) e complexo soja (US$ 162,3 milhões), sendo destaque a carne de frango ! in natura, com total de US$ 604 milhões no período.

Os Emirados Árabes, por sua vez, compraram, nos dez primeiros meses de 2009, US$ 948,2 milhões em itens agropecuários. As principais importações, assim como dos vizinhos sauditas, são o complexo sucroalcooleiro (US$ 509,3 milhões) e as carnes (US$ 335,2 milhões).

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