Açúcar brasileiro pode ter dificuldades para ingressar na Europa

Ao visitar as instalações agrícola e industrial da Companhia Energética Santa Elisa, em Sertãozinho (SP), na última sexta, o diretor-geral agrícola da União Européia, José Manuel Silva Rodriguez, afirmou que “há dificuldades para o ingresso do açúcar produzido pelo Brasil na Europa” em razão da política de proteção aos mais de 100 mil produtores europeus.

“O produtor de açúcar de beterraba da União Européia, recebe 500 euros de subsídio por tonelada produzida. O preço mundial gira em torno de 300 euros, o que significa que o nosso produtor recebe 800 euros por tonelada, enquanto que o Brasil produz açúcar a 40% deste valor”, afirmou Silva Rodriguez.

O diretor afirmou que a União Européia está dialogando para mudar a política interna de proteção aos seus produtores agrícolas e assegurou que a agricultura não será obstáculo para a integração dos mercados europeu e do Mercosul. “O Brasil precisa primeiro acertar suas posições em relação ao Mercosul, pois na questão do açúcar há divergências com a Argentina, Uruguai e Paraguai”, disse.

Silva Rodriguez também disse que a produção de álcool é feita em pequena escala nos países que compõem a União Européia. “Os nossos consumidores querem que os agricultores respeitem o meio ambiente de forma voluntária e livre. Nenhum produtor de açúcar de beterraba da União Européia ocupa área superior a 20 hectares”, afirmou.

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