A Visão Estratégica e o Sistema de Gestão Integrado Qualidade

Quando se propõe a implementar um Sistema de Gestão Integrado com base nas normas NBR/ISO 9000:2000, 14000:2004, OHSAS 18000, e SA 8000, a mesma se obriga a pensar, desenhar e implementá-lo através de um planejamento. As vantagens de se fazer uso do modelo é que o (P) planejamento base já vem pronto, ou seja, é preciso implementá-lo; Com o Sistema de Gestão Integrado implementado o passo seguinte é fazer uso do mesmo (D); Para verificar (C) se o mesmo está funcionando, se precisa de adequações, se o Sistema está conforme, faz se uso de uma ferramenta que o próprio modelo traz como obrigatória, as Auditorias Internas. O propósito das Auditorias é o de continuamente e sistematicamente monitorar a efetividade do sistema de gerenciamento da qualidade. Isto inclui Auditorias que cobrem todos os elementos do sistema e todas as áreas funcionais, as quais devem no mínimo ser auditadas uma vez ao ano, porém minha recomendação é que isto ocorra pelo menos duas vezes ao ano. Esta é uma forma compreensiva para prover FEED BACK, pontual e valioso aos Gerentes em relação a todo o SGI, os resultados da auditoria podem ser usados como áreas alvos para ações de melhoria e subseqüentemente, facilitar os planos de melhoria

contínua. Para atuar neste planejamento (A), com base no que foi verificado, é preciso fazer uso de outras duas ferramentas também disponibilizadas e obrigatórias pelo SGQ, como, Ações Corretivas e Ações Preventivas. O propósito de uma Ação Corretiva sistêmica e eficaz é o de assegurar que a causa ou causas de uma não conformidade real . O propósito de uma Ação Preventiva sistêmica e eficaz

é o de assegurar que a causa ou causas de uma não conformidade potencial está (ão) identificada(s), analisada(s) e resolvida(s) visando prevenir que este problema venha a ocorrer. O que se espera é que na medida em que o mesmo amadureça, os números de ações corretivas tenham uma tendência de queda, enquanto que o número de ações preventivas terá uma tendência de crescimento. A sucessão de

ações corretivas e preventivas possibilita para a organização a identificação de tendências que podem encaminhar ao rastreamento de problemas, aspectos e perigos em desenvolvimento de processos ou em produtos. Outra ferramenta gerencial também de uso obrigatório, é a Análise crítica pela Direção, o que leva a organização realizar um novo ciclo PDCA. Tem como propósito avaliar o status do Sistema de Gestão Integrado implementado, periodicamente quanto a sua eficiência e eficácia. O mesmo diz respeito à determinação de quais requisitos

internos e externos estão sendo adequados e cumpridos para o atendimento dos clientes em relação ao explicitado pela sua Política (s) e objetivos. Os executivos da empresa devem participar, pois são os que tem poder, responsabilidade a quanto a qualidade. Estes analisam o resultado das auditorias internas, as ações corretivas e

preventivas, analisam os dados coletados desde a ultima análise crítica, etc. A intenção desta análise é a de determinar a saúde do SGI e claro da própria empresa pela identificação de oportunidades para a melhoria continua através da determinação de ações para facilitar esta melhoria. Isto inclui a determinação de quem deve fazer o que, bem como a provisão de recursos financeiros, humanos, de

infra-estrutura e de ambiente de trabalho para assegurar o sucesso das ações identificadas. O conceito básico deste modelo é que o Sistema de Gestão deve ser continuamente monitorado e medido, avaliado e alterado, na busca da melhoria contínua. A efetiva implementação destes três elementos possibilita que qualquer organização realize melhorias continuadamente. É essencial que igual ênfase seja dado a cada um destes elementos. Auditoria interna não terá nenhum propósito se as ações identificadas não sofrerem ações corretivas. Ações corretivas e preventivas não funcionarão adequadamente se as deficiências do SGI não forem identificadas, se isto ocorrer, oportunidades para melhoria tenderão a diminuir.Análise Crítica pela direção será ineficaz se o mesmo não determinar ações de melhoria, ou seja, que se rode o PDCA . Para uma organização um sistema compreensivo de contínua melhoria deve ser um orientador, uma espécie de bússola. Uma implementação de sucesso e a manutenção com melhorias requerem comprometimento da direção e claro de todos os envolvida.A integração destes quatro elementos, requisitos, processos aliados a utilização de algumas ferramentas da qualidade são a garantia que uma organização terá para uma caminhada sem fim em prol da melhoria da eficiência e da eficácia de sua empresa, e todos compõem a base para a Melhoria Contínua de um SGI de qualquer que seja o tipo de empresa. No fundo esta é a razão pela qual, a cada auditoria para manutenção

de um SGI estes elementos são verificados. Através da Auditoria os auditores estarão avaliando se o Gerenciamento do SGI é efetivo e constantemente monitorado, avaliado e melhorado pela organização através de sua alta direção e claro ,com o bjetivo de se tornar uma empresa cada vez mais competitiva neste mercado implacavel com os amadores.

*Roberto Roche ,PDSc

Gerente de QSMS

robertoroche@rroche.com.br

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