A importância da biomassa da cana-de-açúcar

Os acordos abrangeram El Salvador e República Dominicana e, proximamente, estender-se-ão ao Haiti e à Ilha de Saint Kitts, cabendo ao Brasil exportar a tecnologia para a produção de etanol, e aos EUA, o financiamento dos empreendimentos resultantes.

Nesses países, a motivação para a introdução da cultura da cana-de-açúcar visou, basicamente, solucionar problemas de oferta de energia ao lado da substituição de combustíveis fósseis. Torna-se claro que, enquanto lá, a biomassa da cana está representando relevante combustível, no Brasil, detentor da tecnologia, a ponto de exportá-la, foi por anos ignorada, e somente agora é que começa a ser integrada à matriz energética.

Diante das dificuldades hoje existentes p! ara desenvolver outros projetos hídricos de porte, agora só presentes na Região Amazônica, a questão básica, doravante, deveria ser priorizar medidas que venham a suprir a eventual futura constituição da matriz energética brasileira sem sujá-la. Infelizmente, o que se tem visto não se pauta nessa diretriz.

O mundo reúne-se, em Copenhague, em busca de soluções redutoras das emissões de CO2. Nessa direção, governos de países do Hemisfério Norte avançam em pesquisas e, concomitantemente, também na produção de veículos elétricos, a fim de substituir os atuais grandes vilões ambientais, os veículos a motor a explosão. A tendência planetária, liderada pelos países do Hemisfério Norte, pauta-se, hoje, claramente, no binômio “redução das emissões x crescimento da eficiência no uso da energia”.

E nós? Até bem recentemente, a base hídrica da matriz brasileira de geração elétrica predominava, situando o país entre os mais “limpos” produtores de energia elétrica. Lamentavelmen! te, essa predominância vem se exaurindo, pouco a pouco, com a expansão do parque gerador à base de termelétricas a óleo combustível, carvão e gás natural ao mesmo tempo, em que: 1. ainda há inibições para a queima da biomassa da cana; 2. não se considera seriamente a eficiência energética no emprego da energia, como a adoção da cogeracão, alternativa altamente eficiente para a queima do gás natural; e 3. há problemas regulatórios para a expansão da geração distribuída e, em consequência, para a exportação de excedentes por ela gerados.

Resulta desse estado de coisas a implementação de 10 mil MW de energia térmica à base de carvão, de óleo combustível e de gás natural. Assim, de 2013 a 2017, o Brasil será um dos poucos países que elevará o nível de emissões. Segundo estudo realizado por encomenda do Banco Mundial e da Comissão de Integração Energética Regional (Cier), o Brasil mostra um crescime! nto da geração de CO2 de 61t emitidas por GWh consumidos no país para 79t/GWh; ou seja, um crescimento de 29,5%, em oposição à maioria dos países sul e centro-americanos, os quais se mantêm estáveis ou redutores dessas emissões.

O não aproveitamento do significativo potencial presente no segmento sucro-alcooleiro, enquanto o Brasil soluciona problemas de falta de energia em outros países exatamente a partir desse segmento, é realmente paradoxal.

A importância da biomassa da cana-de-açúcar

A notícia de que o Brasil firmou, com os EUA, dois acordos com países caribenhos, ocupou, recentemente, espaços nos principais periódicos que circulam no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os acordos abrangeram El Salvador e República Dominicana e, proximamente, estender-se-ão ao Haiti e à Ilha de Saint Kitts, cabendo ao Brasil exportar a tecnologia para a produção de etanol, e aos EUA, o financiamento dos empreendimentos resultantes.

Nesses países, a motivação para a introdução da cultura da cana-de-açúcar visou, basicamente, solucionar problemas de oferta de energia ao lado da substituição de combustíveis fósseis. Torna-se claro que, enquanto lá, a biomassa da cana está representando relevante combustível, no Brasil, detentor da tecnologia, a ponto de exportá-la, foi por anos ignorada, e somente agora é que começa a ser integrada à matriz energética.

Diante das dificuldades hoje existentes para desenvolver outros projetos hídricos de porte, agora só presentes na Região Amazônica, a questão básica, doravante, deveria ser priorizar medidas que venham a suprir a eventual futura constituição da matriz energética brasileira sem sujá-la. Infelizmente, o que se tem visto não se pauta nessa diretriz.

O mundo reúne-se, em Copenhague, em busca de soluções redutoras das emissões de CO2. Nessa direção, governos de países do Hemisfério Norte avançam em pesquisas e, concomitantemente, também na produção de veículos elétricos, a fim de substituir os atuais grandes vilões ambientais, os veículos a motor a explosão. A tendência planetária, liderada pelos países do Hemisfério Norte, pauta-se, hoje, claramente, no binômio “redução das emissões x crescimento da eficiência no uso da energia”.

E nós? Até bem recentemente, a base hídrica da matriz brasileira de geração elétrica predominava, situando o país entre os mais “limpos” produtores de energia elétrica. Lamentavelmente, essa predominância vem se exaurindo, pouco a pouco, com a expansão do parque gerador à base de termelétricas a óleo combustível, carvão e gás natural ao mesmo tempo, em que: 1. ainda há inibições para a queima da biomassa da cana; 2. não se considera seriamente a eficiência energética no emprego da energia, como a adoção da cogeracão, alternativa altamente eficiente para a queima do gás natural; e 3. há problemas regulatórios para a expansão da geração distribuída e, em consequência, para a exportação de excedentes por ela gerados.

Resulta desse estado de coisas a implementação de 10 mil MW de energia térmica à base de carvão, de óleo combustível e de gás natural. Assim, de 2013 a 2017, o Brasil será um dos poucos países que elevará o nível de emissões. Segundo estudo realizado por encomenda do Banco Mundial e da Comissão de Integração Energética Regional (Cier), o Brasil mostra um crescime! nto da geração de CO2 de 61t emitidas por GWh consumidos no país para 79t/GWh; ou seja, um crescimento de 29,5%, em oposição à maioria dos países sul e centro-americanos, os quais se mantêm estáveis ou redutores dessas emissões.

O não aproveitamento do significativo potencial presente no segmento sucro-alcooleiro, enquanto o Brasil soluciona problemas de falta de energia em outros países exatamente a partir desse segmento, é realmente paradoxal.

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