12 térmicas movidas a biomassa querem participar de novo leilão

msDoze unidades termelétricas (UTEs) movidas a biomassa e localizadas no Estado do Mato Grosso do Sul (MS) querem ser incluídas no próximo leilão de compra de energia do governo federal.

As 12 UTEs integram grupo de 13 termelétricas a biomassa de cana do MS que não fecharam contratação no último leilão de compra da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do governo federal, realizado em 29 de abril último. A única a fechar negociação foi a Onça Pintada, da Eldorado Celulose e Papel Ltda, com capacidade de 50 megawatts (MW).

O pedido para inclusão das UTEs em um próximo leilão, ainda sem data, será oficializado pelo governo do MS. “Das 40 termelétricas de biomassa habilitadas, 13 eram de nosso Estado, mas somente uma fechou contratação”, disse Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade) do governo do MS.

“O valor de referência do megawatt hora da biomassa ficou abaixo do valor do carvão e acabou não sendo competitivo para a maioria dos empreendimentos”, disse o secretário.

Certame

Diante a situação, emendou, o governo do Estado vai solicitar ao Ministério das Minas e Energia (MME) e à EPE que as usinas termelétricas de biomassa que participaram do Leilão A-5 2016, realizado em 29 de abril, e que não firmaram contrato de venda energia sejam incluídas em um próximo certame.

“A EPE deve realizar um leilão de reserva brevemente. Nosso intuito é garantir que as usinas de Biomassa previstas para operar em Mato Grosso do Sul participem desse novo certame e possam viabilizar seus contratos de comercialização de energia de forma competitiva”, informou.

A sinalização dada pelos demais empreendimentos, segundo titular da Semade, é de que as termelétricas de biomassa previstas em Mato Grosso do Sul devem se mobilizar para o oferecimento de energia elétrica no mercado livre.

“Já fomos informados que as empresas que estavam interessadas não desistiram totalmente. Qualquer retomada da atividade econômica pode gerar demanda e até mesmo um novo leilão no próximo ano. O que poderá ocorrer é um redimensionamento dos projetos para o atendimento do mercado livre, garantindo viabilidade econômica e competitividade”, finalizou o secretário. (Com a Semade)

 

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