10 informações sobre método que monitora fermentação alcoólica em tempo real

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Suzuki, da Unicamp: contra perdas de até 10% (Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp/Divulgação)

O Portal JornalCana divulga método que possibilita monitorar em tempo real a conversão de açúcares no processo de fermentação alcoólica. O método é de pesquisadores da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp, em parceria com profissionais do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Conforme os autores, o método é direcionado para o ganho da eficiência em usinas sucroenergéticas, em texto de Carolina Octaviano, do Inova Unicamp.

Segundo eles, funciona assim:

1 – os sensores são instalados nas dornas de fermentação, o que permite acompanhar de maneira online e simultânea o andamento da conversão dos açúcares, possibilitando, assim, conhecer o melhor momento para interrupção desta etapa e a otimização do processo

2 – a tecnologia foi protegida em cotitularidade (Unicamp e CNPEM) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e licenciada em caráter não exclusivo para a empresa Optolink, fabricante de componentes para comunicação óptica, de equipamentos óptico-eletrônicos e provedora de serviços especializados

3 – de acordo com o professor Carlos Kenichi Suzuki, responsável pelos estudos na Unicamp, o sistema resolve um dos grandes gargalos do setor: a dificuldade de se monitorar os processos de fermentação em tempo real, que pode afetar a produtividade do processo, além da perda do fermento utilizado

4 – “os prejuízos gerados são bastante significativos, podendo chegar a cerca de 19% da produção do etanol”, afirma o docente.  Vale lembrar que o mesmo fermento é reutilizado em etapas posteriores do ciclo de processamento

5 – Suzuki explica que a prática usual sem o sistema é a de monitorar o processo de fermentação de forma manual, para fazer a coleta do material e depois analisá-la em laboratório

6 – com a nova tecnologia, os sensores instalados nas dornas monitoram o processo de fermentação por meio de uma fibra óptica em contato com o líquido

7 – Francisco Smolka, diretor técnico da Optolink, explica que várias fibras podem ser monitoradas, ao mesmo tempo e em diversas posições dentro dos equipamentos de fermentação, de modo a permitir o acompanhamento e ajuste de parâmetros como temperatura, pressão e vazão

8 – “não conheço nenhuma tecnologia parecida no mercado. Existem vários sensores que podem ser colocados para fazer medidas em tempo real, mas de parâmetros independentes – capazes de medir a temperatura, o PH, a umidade, etc. Não existe outra tecnologia que integre esses dados”, revela Eduardo Ono, pesquisador da FEM que participou do desenvolvimento do sistema de monitoramento de fermentação

9 – patente licenciada: Sistema e processo para monitoramento de processos de fermentação BR 10 2013 006864 0

10 –tipo de licenciamento: não exclusivo

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