Quatro grandes companhias de olho na Moema

O grupo Moema, de Orindiúva (SP), selecionou pelo menos quatro grandes companhias para negociar uma parceria relevante ou mesmo a venda do controle da companhia, segundo informações de fontes familiarizadas com o negócio. Estão no páreo pela usina a Bunge, a Cosan, a Açúcar Guarani, controlada pelo Tereos, e o São Martinho.

Esses grupos têm até o fim de julho para apresentar suas propostas, informaram as mesmas fontes.

Nestas últimas semanas, essas companhias participaram de apresentações feitas por executivos da Moema. O grupo sucroalcooleiro contratou o banco Itaú para coordenar a negociação.

Com capacidade de moagem de 15 milhões de toneladas de cana, o grupo Moema é um dos maiores do setor sucroalcooleiro no país. Seus ativos são considerados estratégicos para a ! expansão das companhias interessadas em avançar os negócios no Estado de São Paulo. A companhia tem unidades em Itapagipe e Frutal, ambas em Minas Gerais, e também em Ouroeste, Guariroba e Guaraci, em São Paulo.

Entre os principais acionistas do grupo estão o empresário Maurílio Biagi Filho, presidente da consultoria Maubisa, de Ribeirão Preto (SP), e integrantes da família Junqueira Franco, ex-acionistas da Vale do Rosário, de Morro Agudo, que se fundiu com a Santelisa, de Sertãozinho (SP). Procurado pelo Valor, Biagi não retornou as ligações.

“O grupo Moema passa por uma situação financeira delicada. E para piorar, parte de seus acionistas é formada por tradicionais fornecedores de cana de São Paulo. Muitos deles não estão recebendo pela matéria-prima entregue”, afirmou uma fonte do setor, sob condição de anonimato.

Procurados, os grupos Cosan e Açúcar Guarani, do Tereos, não comentam o assunto. Bunge e São Martinho não retornaram as ligações da reportagem. (MS)

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