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Maior parte da energia virá da cogeração até 2020

Wilson Lima, de Campinas, SP, Free lance para o JornalCana

publicado em 03 de maio de 2012 - 15h27

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Até o final da década, boa parte das usinas estará usando apenas 30% de energia da rede elétrica e os outros 70% virão da cogeração, da queima do bagaço de cana. Esta previsão é do professor Isaías de Macedo, do Nipe – Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Estratégico, da Unicamp (veja entrevista com ele nas páginas 44 a 46) está baseada em sua percepção de que, mais que uma tendência, é praticamente uma obrigatoriedade, sob o ponto de vista econômico. Isto porque as usinas vêm substituindo suas caldeiras por equipamentos de maior capacidade, imprimindo pressão que supera a demanda produtiva e gerando um excedente que se transforma em energia elétrica. Além do mais, hoje a legislação e a interligação da rede permitem sua comercialização, gerando renda para a usina.

Segundo o professor Isaías, a cogeração é algo antigo no setor. Já na década de 80 ele realizava estudos visando a melhoria na técnica de geração de energia nas velhas caldeiras. Ele realizou um levantamento em dezenas de usinas e constatou que a maioria usava caldeiras de baixa pressão, 20 quilos, que são mais baratas e geravam o necessário de energia para usina. Ao se elevar para 40 kg de pressão, já gerava bem mais energia elétrica. Acima de 60 kg, o volume de energia crescia proporcionalmente.

Leia matéria completa na edição 220 do JornalCana. 

 
 

Fonte: ProCana Brasil

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