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13/3/2007 14:22:00
Quanto custa parar as máquinas?

Mônica Magalhães, de São Paulo

Até o final de março e início do mês de abril, as usinas de açúcar e álcool estarão fechadas para balanço. Tradicionalmente, durante o período de entressafra, que dura cerca de quatro meses por ano,
   entre o final de dezembro e abril, as indústrias sucroalcooleiras ficaram paradas para manutenção. Esta parada custa cerca de 4% a 5% do
   faturamento total de cada usina, mas esse período de manutenção é necessário para evitar problemas maiores durante a colheita da cana. "Um equipamento quebrado durante o período de safra representa
   prejuízo maior para a usina", observa Júlio Maria Martins Borges, presidente da Job Economia e Planejamento. Empresas como Advel, de Sumaré (SP) e Dedini Indústria de Base, de Piracicaba (SP), têm muito
   trabalho durante o período de entressafra. A Dedini conta com um sistema denominado RGD(Reposição Garantida Dedini), que funciona 24 horas por dia para atender às indústrias durante a safra e tem o serviço disponível durante a entressafra da cana, afirma Rodrigo Santos, do departamento de marketing da Dedini.
   A cada ano, antes de terminar a safra, as indústrias de manutenção de usinas começam a ser contatadas para trabalhar durante a entressafra. Apartir do segundo semestre os pedidos de manutenção
   começam a ser feitos.
   As vantagens de se fazer manutenção regular dos equipamentos industriais das usinas passam desde a redução dos custos com reparos futuros ou imprevistos durante o decorrer da moagem. A prática
   de manutenção preditiva pode evitar surpresas de última hora, uma vez que é possível dectectar e diagnosticar antecipadamente defeitos em
   desenvolvimento nos equipamentos industriais antes da quebra destes, propiciando a programação pontual das intervenções de manutenção. Com isto, o estoque
   de peças sobressalentes são reduzidos e também o custo da intervenção, além da eliminação das perdas de produtos provenientes de uma possível parada nãoprogramada. Usinas mais antigas, como as do tempo do Proálcool, são as que mais dão trabalho para manutenção, uma vez que têm o parque industrial com mais de 30 anos. Quanto mais há atraso no final da colheita, menos tempo as usinas têm para fazer a
   manutenção.

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