Busca Fácil


Perticarri
NOVOS NÚMEROS
16-3512.4300
16-3512.4309
 
2/4/2008 10:04:00
Crise nos EUA ameaça mais o México e a América Central

Valor Econômico

A crise americana provocará impactos em todos os países das Américas, mas os reflexos mais agudos serão sentidos pelas economias mais integradas com a dos EUA, aquelas que mantêm acordos de livre comércio com os americanos. Alguns desses países, como Honduras e México, poderão ver suas exportações encolherem mais de 10% nos próximos anos e até mesmo enfrentar o risco de mergulharem em suas próprias recessões. O Brasil seria pouco afetado.

   As projeções constam de uma estudo produzido pelo Center for Economic and Policy Research (CEPR, na sigla em inglês), entidade de pesquisas sem fins lucrativos sediada em Washington, nos EUA. O trabalho avalia impactos nas exportações para o mercado americano com a desaceleração da economia do país. Os autores apostam que a retração deverá "acelerar um processo inevitável" de ajuste e redução do déficit comercial dos EUA, que em 2006 atingiu o pico - insustentável, dizem eles - de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB). O estudo faz dois cenários: que o déficit caia para 3% ou 1% em 2010.

   Nos dois casos, os países mais atingidos pela redução das importações americanas serão os que integram os tratados livre comércio com os EUA: o Nafta (México e Canadá) e o Cafta (Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Honduras e República Dominicana).

   O estudo estima que a queda das exportações do Canadá para os EUA poderão representar uma redução de 13,5% do total das exportações canadenses. No caso do México, 14,6%; Nicarágua 13,5%; e Honduras, 15,5%. Para o economista Luis Sandoval, um dos autores do estudo intitulado "O Impacto Econômico da Desaceleração dos EUA nas Américas", o reflexo sobre esses países poderia ser definido como um "efeito colateral" dos acordos de livre comércio.

   "Nas negociações desses acordos, os argumentos se baseavam nos benefícios trazidos pelo aumento das importações dos EUA e em projeções de contínua aceleração americana", disse ele por telefone ao Valor. "As possibilidades de desaceleração são difíceis de se prever e os negociadores talvez não tenham levado muito em conta esse cenário."

   É claro, lembra ele, que no período de crescimento acelerado da economia americana, os acordos promoveram ampliação das vendas para os EUA de têxteis, alimentos processados, como açúcar, e produtos primários de países pobres da América Central. O problema, diz, é que o efeito adverso será tão intenso quanto os ganhos.

   Segundo o estudo, as economias mais dependentes deverão experimentar uma forte redução da entrada de divisas, redução de postos de trabalho ou até mesmo de recessão. Na última recessão americana, em 2001, o PIB do México teve um "avanço" real de 0%. "E a próxima recessão dos EUA (possivelmente já em curso) provavelmente será pior".

   Os países da América do Sul estariam mais protegidos. As economias da região são descritas pelo estudo como mais fechadas e consequentemente com PIBs menos dependentes das receitas de importações exportações. Além disso, os EUA não são, em geral, um cliente predominante. As exportações da Argentina para o país representam só 1,6% do PIB argentino; 2,9% do Brasil e 15% da Venezuela - dos quais 95% são relacionados ao petróleo. E como o consumo americano de petróleo e gás não deve cair, dizem os pesquisadores, os efeitos da crise na Venezuela e noutros exportadores de energia, como Canadá e Equador, "devem ser mitigados".

   

+ Notícias da Área Producao
Perspectivas para os biocombustíveis
A inflação e a carga tributária
Estudo do ICONE capacita etanol brasileiro nos EUA
Americana LS9 quer produzir diesel de cana no Brasil
Dedini realiza primeiro embarque de plantas de Etanol para PDVSA
Até onde ele quer chegar?
Etanol será commodity mundial, diz Shell
Etanol ganha passaporte para o mundo
Aprovação ambiental é 1º round em briga internacional do etanol
Preço do etanol cai após oito semanas de alta
+ Notícias da Seção Cana-Clipping

 
Perspectivas para os biocombustíveis
A inflação e a carga tributária
Estudo do ICONE capacita etanol brasileiro nos EUA
Americana LS9 quer produzir diesel de cana no Brasil
Dedini realiza primeiro embarque de plantas de Etanol para PDVSA
Até onde ele quer chegar?
Etanol será commodity mundial, diz Shell
Etanol ganha passaporte para o mundo
Aprovação ambiental é 1º round em briga internacional do etanol
Preço do etanol cai após oito semanas de alta

Página Principal
Página Inicial
Página Anterior
Página Anterior
Enviar a Notícia por Email
Envie a Notícia
Buscar Notícias
Pesquisa
 
ProCana. Direitos autorais e comerciais reservados.
É proibida a reprodução, total ou parcial, distribuição ou disponibilização pública, por qualquer meio ou processo, sem autorização expressa.
A violação dos direitos autorais é punível como crime (art. 184 e parágrafos, do Código Penal) com pena de prisão e multa; conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 105, 108 e incisos da Lei 9.610, de 19.2.98, Lei dos Direitos Autorais).