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A definição, pelos Estados Unidos, de que o etanol tem presença e consumo garantidos em 20% de sua matriz energética, com até 140 bilhões de litros por ano, é motivo para reflexões entre os empresários, instituições e governo brasileiros.
A regulamentação americana é sintomática. Por ela, constata-se que os EUA possuem postura estratégica e, ao se antecipar às tendências de consumo mundial e à demanda verde, revelam-se anos à nossa frente.
No Brasil, hoje praticamente desregulamentado, o etanol e a bioeletricidade contribuem em 16% para a matriz energética. Já é a segunda fonte, atrás apenas do petróleo, com 37%, e à frente da hidroeletricidade, com 15%. Imagine então se houvesse um planejamento energético, em quanto a bioenergia contribuiria para o desenvolvimento do País? Pelo caráter estratégico, o Governo deve abolir medidas paliativas e estruturar melhor sua matriz energética.
Medidas precipitadas têm sido a marca dos últimos anos. Dois exemplos:
montou-se termoelétricas que raramente funcionaram; investiu-se no gás natural para veículos, anunciando-o como medida econômica significativa, mas hoje ele foi posto para escanteio, num jogo inseguro contra (ou a favor?) da Bolívia. Urge que se institua no Brasil uma matriz energética consistente e duradoura, regida sob a perspectiva econômica e de sustentabilidade. A bioenergia precisa ser
estimulada. O setor tem oportunidade ímpar para trabalhar este quesito no primeiro semestre de 2009, tendo em vista que neste e no segundo semestre do ano que vem toda a pauta política será dominada pelas campanhas. Portanto, a janela de ambiente político para o setor agir em favor da regulamentação da matriz energética, com espaço nobre para o etanol e a bioeletricidade, se abrirá no primeiro semestre de 2009. É uma janela que deve ser aproveitada.
Para alcançar este alvo o setor precisa de único interlocutor, que apresente pauta única. Agora é tempo de articular a proposta setorial, definir papéis e unir forças. E entrar pela janela, enquanto há tempo... Josias Messias - josias@procana.com.br
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